Balançar...


Está naquele dia do ano em que nos sentimos obrigados a fazer um balanço dos 365 dias que vivemos com tudo o que temos.
Dito o número, parecem poucos dias, mas a verdade é que quando dizemos "um ano" parece muito mais do que de facto é.
Os meses passaram a correr. Como o tempo tem passado nos últimos anos...A verdade é que um ano dá para acrescentar muita gente na nossa bagagem. Dá para ganhar saudades de histórias. Posso fazer uma lista rápida das coisas boas que este ano teve, daquilo que realmente me marcou.
Janeiro - o mês das frases Nicola.

Começo em Fevereiro, com a viagem de Londres...foi sem dúvida a viagem da minha vida (até agora, porque quero muitas mais)!, sem dúvida das melhores coisas que Londres teve foi o cantor de Covent Garden - aquele de que já vos falei muitas vezes! :)
O encontro Ibérico de Taizé no Porto, foi algo espectacular...foi o assentar de muitas coisas, o ver o que realmente quero, o deixar de me sentir tão perdida...
Veio o convite para o "Deus e nós". Um fim-de-semana diferente, numa casinha amorosa perto da Serra da Estrela, onde me fiz amiga de pessoas fantásticas. Onde partilhei e descobri que as minhas dores, também são as dores dos outros. Quase que perdi o meu telemóvel na neve (quase), e depois perdemo-nos na viagem para Coimbra! Tantos risos à mistura.
E ainda em Março, veio o "Descola", o acantonamento em Avô. Oração à volta da fogueira, aquele jantar em que nós, animadores, estavamos todos doidinhos, o "Touca com felling", o senhor Aristides e as suas faltas de "apanhar o que estavamos a dizer". Foi neste mês que voltei a ouvir o "Stuck on me" e o "Return to innocence" :) (sim, isto foi importante!);

Depois veio Abril...o mês em que me tornei oficialmente a motorista da familia, porque passei no pesadelo que é o exame de condução, depois de ter chumbado à primeira. Mas tudo se faz..e foi sem dúvida o dia em que senti mais alivio este ano(esse e o dia em que passei a Programação Web e Redes e Sistemas Multimédia).

Maio...o grande Maio das tradições e das saudades e do sentir um pezinho já de fora... o mês da Queima das Fitas de Coimbra. O traçar da capa às minhas afilhadas (e até aos que não são meus afilhados)...a Balada da Despedida do Quinto Ano Jurídico, foi qualquer coisa. A serenata foi algo grande! E toda a restante queima... Descobri textos fantásticos da Madre Teresa de Calcutá, o Papa esteve em Portugal e surgiu eu EU ACREDITO. E mesmo no fim de Maio aconteceu o retiro do ASJ, em que precisei de abrir horizontes e acho que tenho conseguido.

Em Junho, vi pela primeira vez o Circo Borboleta, que foi sem dúvida das minhas curtas de eleição deste ano. E pelo meio houve um dia em que pensei que a minha forma de olhar os outros pode mexer comigo...quando vi como trataram aqueles dois garotos. Mas o melhor sem dúvida, foi receber o meu carrinho, velhinho a cair aos bocados com 18 anos, mas que me serve perfeitamente para dar as minhas voltinhas!

Em Julho cheguei às duas décadas de vida! A minha Filipa casou! E livrei-me das cadeiras difíceis do 2º ano do curso! E fui finalmente de férias! A ultima semana de Julho estivemos em casa da Rita e foi tão bom descobrir sítios tão bonitos...solidificar amizades...e rir...como se não houvesse amanhã...

Agosto...mais férias! Que eu merecia tanto (ahahah). A alegria do Tito por me voltar a ver, as manas, as pessoas que conheci em Quarteira, os reecontros :) Foi um mês dificil para tomar decisões - queria muito ir a Taizé, mas precisava do dinheiro para outros sonhos. Acabei por não ir...em 3 anos deixei passar este mês sem lá ir. O concerto da Mafalda Veiga (um sonho realizado);

Setembro a coisa mais importante para mim (entre muitas outras) foi a minha primeira exposição a sério! :) O reunir de amigos, o sentir que estão comigo a apoiar-me e que gostam do que faço, foi algo que me encheu a "Almas" de Alma.

Outubro foi aquele mês cheio, cheio: After Ben (o amanhã que nos espera!), o fim de semana em Mira (Mirashopping? Cajú?), o FESTUNA (mais uma vez obrigada ao Diogo)!

Em Novembro descobri que o maior órgão é o coração, e a Noite CC foi algo que me marcou profundamente.

Em Dezembro, ligaram-me no Dolce Vita a perguntar se eu queria expôr lá! Claro que sim! Então nasceu a "Luz" - a minha segunda exposição. Dei um abraço grande (mesmo mesmo grande) à Catarina que chegou de Erasmus, passei um Natal espectacular em família...

Resumidamente foi assim o meu ano.
Foi importante porque aprendi tanta tanta coisa - aprendi a confiar menos à partida nas pessoas (porque levei grandes chapadas sem mão), aprendi a viver com mais calma, a ser mais ponderada, percebi com quem posso contar, e que o importante é mesmo mesmo ser eu. Sei agora, que consigo estar longe, que preciso de sair de casa (e vamos ver como corre a experiência)...entre tantas outras coisas que são parte do meu castelo!
Não me apetece dizer mais nada :)
Um bom ano para todos!!!

Eu já estou cheia de projectos novos: viagens, viagens, viagens...:) e vou aprender tanto, tanto em 2011!

Um grande beijinho!

P.s.- Quem leu isto tudo que se acuse! Merece um prémio (uma bolacha)

Sinto um quentinho!



Sinto um quentinho!
Conheci hoje a minha nova "escola". Tenho estágio num lugar super acolhedor, que dá vontade de usar pantufas e ter uma mantinha nas pernas. É uma empresa pequenina com 5/6 pessoas muito simpáticas e sorridentes!
Também tenho uma casa para morar! Já não estou sem-abrigo. Yupiii!
Em Março parto rumo à minha nova vida! Estou muito entusiasmada, vou aprender tanta coisa, vou desenhar tantoooooo!! Não é fantástico desenhar todos os dias? E pintar? E criar? :) E aplicar coisas que aprendi durante o curso? Ai...sinto-me bem!
Daqui a 3 meses vou morar aqui, ainda que provisoriamente por outros 3 meses, e apesar do medo do desconhecido...do metro, dos autocarros (tós) e dos comboios diários, vai ser muito bom! Quero mesmo dar um passinho de cada vez, para crescer e subir cada degrau devagarinho!
Desculpem..mas queria mesmo partilhar esta alegria!

Obrigada

Há algo melhor do que ter amigos que nos enchem assim de coisas tão boas, quentinhas para o coração? :)


"Quem eu amo

Ou quem desejo amar

Com quem sonho

Ou com quem desejo sonhar…

A quem dedico e teço laços

Da mais pura

E cristalina amizade

Digo que gosto de vocês

Hoje

E neste preciso momento

Porque amanhã

Bem

Amanhã

Pode ser demasiado tarde…

Aos meus amores passados

Presentes

Futuros

E àqueles que ainda espero conhecer

Apesar

De ser

Em todos os tempos

Homem de uma só mulher…

Às minhas amizades

Daquelas que valem realmente a pena

Aquelas que me perdoam a dislexia do afecto

Aquelas

Que entendem

O meu real

E translúcido dialecto

Aqueles que sabem

Que gosto

E adoro gostar

Não obstante

A minha forma

Itinerante de estar…

Porque estou aqui

A dizer o que sinto

O que penso

Neste preciso

E exacto momento

Sorrindo

E mostrando

Sem qualquer tipo de pudores

O que sinto

O que penso

Porque a clarividência dos sentidos

É a conta exacta

Que um Deus fez

E por isso neste poema

Fiz a minha conta da vida

E o dedico

A

Vocês…"


Miguel Patrício Gomes

24 Dezembro

Myguel Patrício Exupéry

Deixa o mundo girar


"Quantas vezes vais olhar p'ra trás? Estás preso a um passado que pesou! Quantas vezes vais ser tu capaz, de fazer sair quem por engano entrou?
Abre a tua porta, não tenhas medo! Tens o mundo inteiro à espera para entrar! De sorriso no rosto (talvez o segredo) alguém te quer falar.
Deixa o mundo girar para o lado que quer, não o podes parar nem tens nada a perder. Estás de passagem! Não lhe leves a mal se te manda avançar, talvez seja um sinal que não podes parar! Estás de passagem...
Vai, onde queres! Sê quem tu quiseres! Estende a tua mão a quem vier por bem..."

Poderia ter sido eu a escrever esta letra, se assumisse a posição de dar uma lição a mim mesma. Ser humano, é também errar...e sem dúvida que continuo a bater com a cabeça muitas vezes e a insistir na mesma tecla. Enquanto sou assim, teimosa, fecho a porta a pessoas que gostavam de fazer parte, e não fazem porque muitas vezes eu não deixo.
"Estou a aprender a ser feliz", porque realmente, tem que se aprender a ser feliz. Temos que encontrar "the pursuit of happiness" dentro de cada um.
Já comi a broinha de Natal que me faz entrar no espírito. E já fiz os habituais biscoitos.
Este ano foi tão importante, para tudo! E vai entrando lentamente, bem devagarinho, que é aliás como eu preciso, a ideia de que estou crescida e a vida vai dando a mudança de 180º, mas num dia de cada vez... Não é bom nem mau. É ambos misturados...todas as mudanças assustam, e eu continuo a morrer de medo!
Amanhã é o dia que mais esperava quando era criança (tirando o dia dos meus anos claro!), se agora já não o sinto como d'antes posso pôr as culpas todas ao Sr. Tempo, e ao Sr. Trabalho sem fim. É o mundo que nos rodeia que nos cria obstáculos àquele brilhozinho que vai nascendo desde que enfeitamos a casa, até ao tão esperado dia, e por muito que queira...já não consigo ir a tempo de fazer nascer em mim o verdadeiro espírito, como deve ser. É como a raposa e o principezinho, preciso de tempo para ir preparando o coração para a chegada de quem gosto. E nada faz sentido se a chegada não for preparada.
Bem, acho que tenho o coração um bocadinho preparado já, vou pôr fermento durante a noite para ver se cresce.
Um beijinho já preparado de Natal a todos os me lêem.
Até já!

Torna(do) o dia uma emoção





Crescer com as histórias bonitas dos outros é muito bom!
Tenho o privilégio de todos os dias re-parar nas coisas boas que me aconteceram. Ultimamente a vida tem-me corrido bem, sinto-me feliz, apesar de ir sofrer algumas mudanças radicais sinto que as coisas não estão a descarrilar.
A Catarina chegou hoje! Amanhã vou dar-lhe os abraços todos que fui guardando para ela, durante estes 3 meses de Erasmus.
"Há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele...." ora pois bem. Isto faz-me pensar que há datas que nos marcam e se há dois anos atrás a minha vida era o inicio do caos, agora, hoje, neste dia, é o inicio de algo novo e bom. Consegui o estágio que mais queria, tenho uma exposição montada num centro comercial (durante a altura do Natal, que é só a altura em que estes andam apinhados de gente), a minha melhor amiga chegou, amigos próximos partilham alegrias e mudanças...tenho a minha família comigo, tenho falado com amigos que estão longe, tenho aprendido a ver com quem realmente vale a pena construir sobre a rocha, tenho medos provindos da excitação de começar do zero numa cidade diferente...e tenho o NATAL! :) O Natal, o nascimento...o re-nascer para o novo ano, o acolher, os doces, a união, as conversas sérias e os risos. Mas não quero que esta altura boa me iluda como: A vida é fácil; De facto a vida não é assim tão fácil e linear, talvez esteja numa maré de optimismo - perfeito agora era fazer as cadeiras todas!
Há tempos atrás escrevia que gostava de ter a capacidade de me voltar a entusiasmar e a envolver nas coisas... eu acho que aos poucos, estou a conseguir ganhar este entusiasmo do Natal, de toda a magia que o envolve e que passa para fora.
A construção deve ser para a frente, confiante de que sou capaz, apesar de não saber tudo, e ter tanto tanto a aprender com os outros. Por isso, hoje quero aqui deixar esta música Escutista que tem por nome "Ser feliz aqui". É mais fácil do que parece, desde que comecemos a casa por baixo sem ter pressa de chegar à ultima telha.

"Tu és como um sonho,
Banhado p'lo mar;
No teu verde mora a vida,
Que entra p'lo meu olhar;
E é aqui no meio destas montanhas,
Que eu me sinto bem;
Com um mar de amigos e uma tenda,
Sou feliz aqui.
Como pássaro solitário que voa rumo ao Sol,
Como árvore que nasce, cresce
E conquista o Céu.
Seguir Cristo ser a luz, no meio da escuridão,
E correr sempre ao contrário
Desta inerte multidão
Ser um Caminheiro como tu,
Num Mundo sem ternura,
E aceitar esta aventura de SER FELIZ AQUI!"

Podem ouvir aqui.

P.s. - Podes SER FELIZ AQUI! Sê tu próprio!

Tenho descoberto que - número 2

....Nem sempre vale a pena recordar, porque se recordar é viver há coisas que quero que permaneçam onde devem estar.
Quando somos fieis uma vez, somos sempre. E assim continuo.

Fernando Pessoa

Não sei se é sonho, se realidade,

Se uma mistura de sonho e vida,

Aquela terra de suavidade

Que na ilha extrema do sul se olvida.

É a que ansiamos. Ali, ali

A vida é jovem e o amor sorri.

Talvez palmares inexistentes

Áleas longínquas sem poder ser

Sombra e sossego dêem aos crentes

De que essa terra se pode ter.

Felizes, nós? Ah talvez, talvez,

Naquela terra, daquela vez.

Mas já sonhada se desvirtua

Só de pensá-la cansou pensar

Sob os palmares, à luz da lua,

Sente-se o frio de haver luar.

Ah, nesta terra também também

O mal não cessa, não dura o bem.

Não é com ilhas do fim do mundo,

Nem com palmares de sonho ou não,

Que cura a alma seu mal profundo,

Que o bem nos entra no coração.

É em nós que é tudo. É ali, ali,

Que a vida é jovem e o amor sorri.

"Quando se é feliz muito novo, a única obsessão que se tem é aguentar a coisa. Vive-se ansiosamente com a desconfiança, quase certeza de a coisa piorar. O pior é que as pessoas que se habituaram a serem felizes não sabem sofrer. Sofrem o triplo de quem já sofreu. É injusto mas é assim. No amor é igual. Vive-se à espera dele e, quando finalmente se alcança, vive-se com medo de perdê-lo. E depois de perdê-lo, já não há mais nada para esperar. Continuar é como morrer. As pessoas haviam de encontrar o grande amor das suas vidas só quando fossem velhas. É sempre melhor viver antes da felicidade do que depois dela."
Miguel Esteves Cardoso

Tenho descoberto que - número 1

...que apostamos demasiado em amizades que não nos querem dar tanto quanto nós damos a elas mesmas.

Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.

Augusto Branco

Este foi o poema que o Romano trouxe para nós na reunião de animadores, em forma de oração.
Diz tudo...não há nada a acrescentar...pelo menos, para já :)

O amor


O amor é o sentimento mais puro que podemos ter. Mais que a verdade, porque o amor traz a verdade e a verdade nem sempre traz o amor.
Este vídeo é mesmo fofinho! Que pena que à menina que crescemos as coisas mudem...
Como era bom se tivessemos sempre este amor ingénuo de quando somos pequenos :)

Exposição Luz

Tal como prometi há uns tempos, avista-se nova exposição!
Desta vez terá lugar no Centro Comercial - Dolce Vita Coimbra.
E vai decorrer do dia 17 deste mês, até dia 9 de Janeiro de 2011.
Conto com todos! :)

É triste


Andava eu a passear pela "Internets", quando me deparo este vídeo.
Olho para isto e a única coisa que me vem à cabeça é: É triste! Muito triste.
Primeiro é triste a falta de educação que as pessoas têm umas para com as outras. Segundo, é triste toda a gente estar a assistir a isto A RIR, e não fazer nada acabar com aquela discussão. Terceiro, é triste alguém estar a ser humilhado desta forma. Quarto, é triste haver alguém a filmar e a divulgar.
Tudo isto é triste, e não tem que ser necessariamente pela ordem que eu descrevi.
É uma tremenda falta de humanidade. E há mesmo gente que fica contente com estas coisas, e instiga estas pequenas guerrinhas, mas esquecem-se que estes são os adultos do futuro, que são eles que vão ter filhos e educá-los.
Não me entra na cabeça como é que alguém se pode divertir a humilhar outro alguém.
São coisas assim que me põem com o sangue a ferver!

Que fazer?
Não faço ideia...

Luz para ti


Quando o mundo anda todo perdido e à nossa volta só vemos maldade, pobreza, desânimo, é bom haver alguém que olhe por nós, e saiba acender luzes na nossa vida. Pontos pelos quais nos podemos guiar.
Esta história fala-nos disso. De alguém que tem um objectivo na vida, dar sentido às vidas dos outros. Muitas das vezes é isso que nos falta - a força de vontade para dar sentido ao mundo dos que nos rodeiam. Acendermos uma luz onde ela é precisa.

É disso que esta curta fala.
Eu e o meu irmão juntámo-nos para participar num concurso desenvolvido pelo INATEL.
Era concorrente ao prémio Jovem realizador e Fundação Inatel.
Uma história de Rita Duque
Realização e edição de J. Duque
Nem prémio, nem menção honrosa, mas ficámos muito contentes com o resultado do nosso trabalho. Podemos não ter ganho, mas temos cá um bichinho que a histórias fez pensar aqueles que a viram. Só precisávamos disso...

:) O J. vai ser um grande realizador!!

Viagem

Vinha eu numa viagem mais ou menos grande, sozinha, e lembrei-me de vir a falar com Deus. Não vou dizer a seguir: Parecia que estava a falar com alguém que estava no banco ao lado do meu; porque de facto eu tenho a certeza que Ele estava mesmo ali ao meu lado, e vim a desabafar certas coisas, a rezar por muitos amigos que não acreditam Nele, a pedir desculpa de outras coisas, e agradecer muitas situações ou acontecimentos.
Uma das coisas que vinha a agradecer, eram as músicas que eu gosto. Nomeadamente as pessoas que as fizeram, as que as cantam, e que as escreveram. Agradeci por isto, porque há muitas músicas que me levam a pensar, a tirar segundo sentido e a pensar nas minhas escolhas.
Quando a conversa foi acabando... (sim, porque mesmo em conversas com Deus, às vezes o silêncio é mais importante) começou a dar na rádio (e nem estava na rádio que costumo) o "Haja o que houver" dos Madredeus. Não sou grande apreciadora deste grupo, não é música que me puxe. Mas de repente fez-se um clique.
Há uns meses atrás, o padre Gonçalo levou para a missa esta música e pô-la a tocar durante a homilia. E dizia...que era esta a confiança que deviamos ter, deviamos saber que podemos contar sempre com Ele sempre, tal como a letra diz:

"Haja o que houver eu estou aqui, haja o que houver espero por ti, volta no vento ó meu amor, volta depressa por favor (...)
Eu sei quem és pra mim
Haja o que houver...espero por ti!"

Então tudo fez sentido.
Coincidência ou não, acho que foi esta a resposta que Deus me deu. Mal tinha acabado de falar com Ele! Tanto me presenteou com algo que lhe tinha agradecido - a música- , como também me falou ao coração!

P.s. - "Não há coincidências"

Porque perdemos o entusiasmo?

Porque perdemos o entusiasmo à medida que crescemos?
Porque é que estou presa a tanta coisa, que me deixa segura, mas não me entusiasma? E afinal, o que é o entusiasmo?
Para mim é algo me faça mexer e ir mais além... sentir que as coisas não são tão lineares e "sem sal".
Hoje enfeitámos a casa de Natal...lembro-me que o ano passado, o J. estava muito entusiasmado e eufórico com tudo, e de certa forma eu já não me sentia assim...e ele ficava desanimado por eu não estar como ele.
Gosto de o ver assim, cheio de alegria com as pequenas coisas...com os filmes dele, com aquilo que o motiva. Antigamente, o dia em que enfeitávamos a casa, era aquele grande dia! Punhamos sempre o CD que a mãe comprou há muitos anos, com as músicas de Natal...era o dia em que a Véspera do nascimento de Jesus, estava realmente quase quase quase aí! Não havia nada melhor que isso.
Hoje, nem eu nem o J. estávamos entusiasmados. Não posso culpá-lo por estar aos poucos a perde-lo, eu também o fui perdendo.
Isto só me faz crer, que é em pequenos, que os nossos sentimentos se aproximam do mais puro que pode haver. Tenho saudades de ser tão genuína como antes...
O valor das coisas, só muda aos nossos olhos... elas sempre foram como são.
Parece que agora, as coisas perderam a beleza...
Faz parte, vermos o mundo de outro ponto de vista, mas será que podemos ter saudades da nossa própria identidade?

Porque perdemos o entusiasmo?
Não sei....
Mas gostava de perceber um dia, sem a mítica frase: "A vida é mesmo assim", porque isso não chega para mim.

Pedaço de barro


Há dias em que me sinto imensamente acarinhada por todos, e outros em que ponho em causa as amizades das pessoas.
Se calhar, sou só eu que invento que construo coisas bonitas e sinceras, mas acima de tudo, transparentes...amizades em que dou de mim, aquilo que sou realmente. E afinal, não sou correspondida nesse sentido.
Períodos em que me dou muito bem com alguém e de repente essa pessoa desliga, salta fora e desaparece no mapa.
Quase sempre, tenho muitas saudades de muita gente, e quase sempre "essa muita gente" não me liga nenhuma. Acrescento ainda, ao quase sempre, há pessoas que eu não gosto e essas pessoas gostam de mim. Isto é uma grande salganhada!
Sinto que tenho saudades de pessoas que não merecem, e pessoas que merecem, eu nem me lembro delas na maior parte dos dias. Sinto-me em parte culpada por isso...
Somos animais de atenção, e eu sou tal e qual assim... quero atenção. E sinto falta dela.
Sou culpada de algumas distâncias, e de outras nem tanto. Algumas sei assumir, outras dão cabo de mim, porque dou voltas e voltas para tentar percebe-las, e não saio da estaca zero!

E hoje é assim... a verdade pura e crua (ou dura e nua, ou lá como se diz). Sem grandes belezas na escrita, nem redundâncias que hoje não quero cá disso...
Sinto-me um pedaço de barro, com o espírito moldável consoante o que os outros me trazem...mas alma, não! A alma continua a ser a minha!

Amigos sem fronteiras


Já está a nevar na Polónia!
Como é que eu sei isto? Porque a minha amiga Gosia, pôs esta foto hoje de manhã no meu perfil do Facebook, e eu fiquei super contente, sem saber o que dizer! :)

é tão bom quando se lembram de nós e nos dão estes miminhos inesperados! :)

"Uma imagem vale mais que mil palavras" :)

Tempos de mudança

Ando lentamente a interiorizar as mudanças que se vão passando e que estão para vir.
Sim, agora percebo que estamos sempre a colarmo-nos e a descolarmo-nos da vida, dos lugares e das pessoas.
Então...deu-me a saudade.
A saudade da inocência, de quando tudo era certo, e o ser grande está muito longe...
Estas músicas, eram desse tempo...do tempo em que os próprios cantores eram (pareciam) inocentes.
Ai...os bons anos 90... :)

Jorge...Jorge...

Digam o que disserem, este homem é um Senhor! :)
Porque neste dia apetece-me muito dançar ao som desta voz!






O amor é tão longe

Sabes porque quero tanto ser eu?
Porque sinto a culpa de quem nem sempre foi ele mesma. Sinto que perdi quando tentei ser quem não era.
Só sendo eu, posso dar aos outros...
Só sendo eu sou verdadeira.
E esta culpa está comigo e volta a viver cada vez que penso nela.
Ando a dominar-me, ando a contrariar-me!
Isso tem sido bom...

"Trouxe pouco, levo menos...e a distância até ao fundo é tão pequena. No fundo é tão pequena a queda"

"O amor é tão longe"


O SORRISO


Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a
porta.
Era um sorriso com
muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa,
ficar
nu dentro daquele
sorriso.
Correr, navegar, morrer
naquele sorriso.

Eugénio de Andrade


Um simples obrigada pelos sorrisos que começaram as nossas (longas) amizades! :)


:) "Sometimes you can't make it on your own"

Noite CC - Cristo em Coimbra 2010


Ora bem!
Tanta coisa para contar... tanta história para partilhar.
Ontem/hoje, aconteceu em Coimbra mais uma Noite CC. Quer dizer: Cristo em Coimbra. Inicialmente pensava que "CC" queria dizer "Com Cristo", o que também não perderia o sentido e seria igualmente bom...mas uma noite de Cristo em Coimbra, é algo com mais dimensão...
Mas afinal o que é isto de Noite CC?
Para quem diz que a Igreja não sabe chegar às pessoas, e que não somos mais que um coro de velhas beatas que vai "rezar à missa", devo dizer que é uma actividade diferente em tudo. Basta termos a coragem de arriscar, abrirmo-nos a coisas novas e boas! É uma noite de directa pela cidade, em que temos vários pontos com vários temas, que nos ajudam a pensar sobre a forma como vivemos e encaramos as coisas.
Começamos no Mosteiro de Santa Clara a Velha. O tema era - O sonho de Deus... Nós somos o sonho de Deus, o sonho mais bonito que Ele sonhou...idealizou tudo para nós. Sentamo-nos no chão e pusemos uma venda nos olhos...e desta forma através de estímulos fomos experimentando os cinco sentidos que Deus nos deu, e que são importantes!
De seguida fomos para a praça da canção, onde estava a nossa querida Ana Loureiro pronta para nos encantar com a sua bela voz :) e onde houve também uma dramatização do quão importante é agarrarmos Os nossos sonhos!
Quando os sonhos perdem a força....tantas vezes eles perdem a força! Foi o momento em que ouvimos o Padre João Paulo Vaz a cantar duas das suas músicas fantásticas, e a partilhar momentos! Foi nesta altura em pudémos parar para fazer uma reflexão pessoal sobre o que estavamos a viver, e a forma como temos vivido até aqui. O que me tira a força de sonhar? Que duvidas é que me impedem de realizar o que quero para mim? Esta reflexão foi na travessia da ponte Pedro e Inês. E foi importante, para chegar a mim, ao que vem de dentro.
Houve este pequeno momento, aqui representado no vídeo em que tomamos mesmo consciência de que somos apenas aprendizes de viajantes...mas que nos podemos deixar guiar por Alguém que nos ama e que nos sonhou.
A Arte de bolinar, foi outro momento importante...este passou-se no Basófias. Sentamo-nos em grupos de 3 e aí partilhámos dúvidas, alegrias...medos. Partilhamos muito Coimbra :)
E como não podia deixar de ser, partimos para a super missa!! Ehehe! Às 3h da manhã, na Igreja de S. Tiago, na praça do Comércio. Edificados na Fé, edificados na rocha. Descobrimos a importância de construir a nossa vida com bases sólidas, com os materiais certos, e com os tempos certos. As pontes que devemos construir são muito importantes...Deus já construir a ponta para nós O podermos alcançar.
Seguimos para "O museu Machado de Castro", bem, na verdade foi para a Igreja de S.Salvador, porque estava a chover muito...foi dos momentos que mais gostei, deste Vidas com Sentido.Um ilusionista foi falar-nos da sua vocação, ao mesmo tempo que fazia ilusões :) E uma professora de EVT que foi pintando uma tela à medida que falava da sua história!
O ultimo momento eu não assisti...chamava-se Enraizados n'Ele, e era no Jardim Botânico, mas tive que ficar à espera da chave da Igreja de S.Salvador e acabei por não chegar a tempo...
Por fim...o Pequeno almoço - Um chá Quente.
E assim vivi a minha segunda Noite CC... Ainda estou meia "abananada" com tanto que tenho que pensar...a verdade é que a nossa vida e a maneira como a organizamos não é feita para termos momentos de paragem, mas eu lá vou ter que arranjar um, porque há muito que olhar para dentro...há muita coisa para ser deixada para trás, e muita para se deixar entrar!
"Ocuparmo-nos mais...mais muito mais dos interesses de Jesus"...

Só tenho pena de quem pode viver esta noite, e não quis responder ao desafio... há coisas, mesmo que estejamos de rastos e tenhamos milhentas coisas por fazer valem a pena!
Sinto que são momentos de crescimento e interiorização... e preciso disto..."mais muito mais"...
Quando Deus me tocou, nunca mais pude ser a mesma....









P.s.- E não foi a chuva que nos demoveu ;)

Verdades



Hoje sei que "quando é que sou fraca então é que sou forte".
Sei também, que a vida que temos agora não deve ser um dado adquirido como "para sempre". Não há "para sempres". Aprendi isso de um dia para o outro.
Não me tornei amargurada nem fechada nas ideias, apenas consegui tomar distanciamento (o distanciamento necessário) para perceber que as palavras são ténues e que um simples gesto pode derrubá-las.
Vivo com mais intensidade, mas também mais contida. Ser contida, não é ser fechada. É ser mais próxima de mim, e porque não...mais próxima dos outros? Alguém dizia que só percebeu a importância do silêncio, quando teve que se calar para não magoar ninguém.
As verdades, têm muito que se lhes diga... acredito nas verdades, e continuo a acreditar nas verdades passadas... mas e o presente? No presente, essas verdades soam a estranho e desconhecido...
São tudo coisas que ao reabrir algumas caixinhas da memória, consegui reviver...não na pele, mas no pensamento. Não fazem nem bem, nem mal. Apenas são parte de mim. São a minha história...e a minha história não me envergonha. Nunca teria começado a escrever se não fosse a minha história. Nunca quis chegar a ninguém, se não a mim própria, no meio de todos estes textos passados.
Pode haver algo mais autêntico que o amor?


"(...) e mesmo que um dia, leias esta carta e as coisas não tiverem dado certo...só quero que saibas que tudo o que aqui está é verdade"


P.s. - Eu acredito, em todas as verdades.

Cuidado - Esta música é viciante


Mais uma música linda...desta vez para rezar!
Obrigada Carlitos por ma teres mostrado! :) É impossível parar de ouvir!

Tesouros


Há dias em que precisamos de partes que nos completem e de lembranças antigas.
Quando olhamos para dentro, vemos que as coisas estão a tomar um rumo em que se encaixam, e ao mesmo tempo a vontade de sonhar aumenta. Aos poucos tudo parece fazer sentido, e as coisas que nos doeram que fizeram crescer, foram/são fonte de sabedoria e momentos de paragem.
Como dizia o Miguel outro dia, a vida para ele é como uma auto-estrada, em que andamos rápido e o caminho é em frente, mas é bom notarmos que há áreas de serviço, onde podemos parar, descansar e abastecer.
Ando a fazer um trabalho para uma das minhas cadeiras. Um que gosto realmente. Tenho que fazer uma revista de música. E sou eu que a penso toda, ou seja, vai ficar mesmo à minha maneira, ao meu gosto. Hoje pedi ao avô para me mostrar os LP's dele...tem tantos! Tantos do Zeca Afonso (ups, ele gosta que lhe chamemos José Afonso), e eu penso que tanto vinil é verdadeiramente um tesouro. Um dia lá atrás, no passado, o meu avô começou a fazer a sua colecção. Com o seu dinheiro foi comprando música, hoje tem aquela colecção espectacular, mas já não tem gira-discos. Ou seja...podemos ter a colecção que temos, mas se não tivermos como a reproduzir será que serve?
Serve!
Gostamos muito de alguém. Nem sempre temos oportunidade de o expressar, ou não nos lembramos...vale a pena gostar então? Vale!
Hoje quando cumprimentei um amigo, em vez de dois, recebi quatro beijos. Para que eu percebesse ele disse-me: Rita, dois destes beijos, foram-te enviados pelo Pedro do Porto...diz que tem saudades tuas!
Então...tu fez sentido! Fiquei tão contente! Tão cheia de alegria e saudades que não cabia em mim...
O Pedro é das pessoas que mais guardo com carinho. É parte integrante dos meus amigos guardados na arca do tesouro. É um dos LP's que nem sempre tenho maneira de reproduzir, mas que mesmo assim me congratulo por trazê-lo comigo.
As nossas amizades são construídas lá atrás...um dia no passado. É certo que não são uma colecção, mas são valiosas e alegram-nos.

É por estas e por outras, que vale muito a pena viver e sermos quem somos. Se formos transparentes não há memória que nos apague...talvez nos esqueçamos às vezes...

"Por favor, cativa-me""

O que fazer, depois da desilusão?

Sigo o blog do João Delicado sj, que tem textos excelentes para reflectir.
Podem ver este aqui, que no fundo...nos toca a todos.

Um abraço :)
"Nós somos da altura do que vemos" Tolentino Mendonça

Comer, Orar, Amar


"Às vezes, perder o
equilíbrio por amor......faz parte de viver a vida em equilíbrio.

No fim, comecei a acreditar numa coisa que chamo "física da busca".
Uma força da natureza governada por leis tão verdadeiras quanto a lei da gravidade.
A regra da "física da busca" é assim:
Se tiveres a coragem de largar tudo o que é familiar e confortante, que pode ser a tua casa
ou arrependimentos, e sair numa busca da verdade, seja ela interna ou externa...
Se considerares uma dica tudo o que acontecer na jornada, e aceitares todos os que conheces como um professor....
E se estiveres preparada para enfrentar e perdoar realidades difíceis sobre ti mesma

...a verdade não te vai ser retirada."

Andava há que tempos para ir ver o "Comer, Orar, Amar". Desde que vi na Oprah falarem sobre este filme que me deu uma vontade imensa de o ver (e nessa altura ainda não tinha saído nos cinemas). Hoje consegui!
Só pelo grande tema em si me fascinou desde o 1º minuto, é a história de uma mulher que se farta da vida que tem, e decide tirar um ano e ir conhecer o mundo e se encontrar! E foi conhecer Itália (Roma), Índia (que eu tenho mesmo que conhecer um dia, porque acho lindo lindo) e Bali, por ultimo.
Isto levou-me a pensar em como é importante sentirmo-nos equilibrados, para podermos ser alento para os outros.
Pensei também, que a sociedade é que nos impõe tantas regras que em parte nos tira a liberdade.
À partida, seria impossível alguém deixar hoje, o emprego que tinha, deixar os seus impostos e tudo o que mais advém, para ir fazer uma viagem destas. A sociedade não nos dispõe tempo para nós mesmos, pelo contrário - exige de nós. Por vezes temos que dar o que temos e o que não temos.
Não se ouve ninguém dizer: Não estás bem contigo mesmo? Não te sentes capaz de te entregar aos outros? Então deixa o que tens, tira um tempo para te encontrares.
É precisamente ao contrário: Não estás bem contigo mesmo? Não te sentes capaz de te entregar aos outros? Meu amigo, tenho muita pena...mas a vida continua.
À medida que crescemos as regras vão aumentando. Claro que não defendo uma sociedade sem regras, isso seria a selva, mas algo que nos permitisse ser quem somos, ir ao fundo de nós.
Vendo bem, é estúpido tantas vezes não podermos deixar tudo para trás só porque a nossa vida confortável é onde estamos!

Bem, mais não digo...
O filme acaba com o texto acima. São as conclusões que a protagonista tira!

Por favor, vejam este filme! :)

P.s.- Eu gostei tanto que acho que agora vou ler o livro! :P

O maior orgão é o Coração


Na escola ensinam mal os meninos...
Começam desde cedo a aprender que o maior orgão que nós temos é a pele! E tenho descoberto do alto dos meus 20 anos que é mentira.
O maior orgão que nós temos é o coração!
É no coração que cabem todas as pessoas que nós já gostávamos, que gostamos agora e que ainda vamos gostar! E o mais engraçado, é que não temos que tirar umas pessoas para caberem outras. Ele aumenta consoante.
Quando ficamos tristes com alguém, fica apertadinho, mas não é por isso que a pessoa deixa de lá caber e ter o seu espaço.
Acho que nunca tirei ninguém do coração. Se calhar já arrumei algumas pessoas assim numas estantes, mas tirar de lá não! Quando alguém tem o privilégio de morar no coração de outro alguém, acredito que nunca mais possa de lá sair.
É verdade que há pessoas ocupam mais espaço, e outras menos...também é verdade que umas já ocuparam menos e agora ocupam mais.
E pronto...
Dei factos mais que suficientes para começarem a mudar todooooos os manuais da primária!

O maior orgão é o coração!

P.s.- Qualquer dia digo mais qualquer coisa sobre ele, porque há muito mais a dizer :)
Sabes do que preciso?
De conversas a sério. Profundas, que me levem a descobrir coisas em mim.
É disso que tenho saudades... de conversas com luz, que iluminem os dias. Preciso de abraços apertados que me façam sentir.
Conversas por cima não chegam... como tudo o que é por menos não chega. Viver por menos e não por mais, não chega.
Se calhar sou eu que sou muito exigente de mais. Há tanto ainda para aprender.

Tanto...tanto mais...

Olá! Cá estamos nós outra vez

Quero deixar-vos aqui um dos trabalhos que tenho andado a fazer, para uma das minhas cadeiras académicas.
A proposta era escolhermos uma música da qual gostássemos, e através do vídeo ilustrá-la. Poderíamos usar imagens já existentes ou fazer as nossas mesmas.
Para se tornar mais coerente, optei por realizar as minhas próprias imagens.
A música escolhida foi o "Olá(cá estamos nós outra vez)" desse grande senhor da música Jorge Palma!

Um agradecimento especial aos actores: Luís Eloy e Ana Rodrigues, e ao operador de câmara João Duque. E um muito grande ao Teatro Académico Gil Vicente!



Um abraço! "Cá estou eu, outra vez"

Todo o Risco


A possibilidade de arriscar
É que nos faz homens
Voo perfeito
no espaço que criamos
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos.

Damário da Cruz

Uma questão de cruzes


Podia apagar o meu post anterior, pelo simples facto de o meu estado de espírito ter mudado, mas não o vou fazer!
No espaço de uma hora, a minha visão do dia mudou. Fui ao CUMN, como sempre, e tudo o que ali foi falado, parece que foi para mim.
Eu tenho a mania que cruz é só aquilo que me custa muito, que me dá dores muito grandes, e hoje percebi que a cruz pode ser de vários tamanhos.
Não estava nada animada porque estou no ultimo ano da licenciatura e tenho uma série de cadeiras que não me dizem nada, que me fazem crer que eu não nasci para isto e que me levaram andar a dizer a tarde toda: não estou motivada.
Bem, depois desta conversa das cruzes, percebi que o meu erro é não encarar as cruzes com amor. Se nas minhas entregas eu puder pôr o que sou e mesmo as coisas mais leves, então a minha cruz será leve, e mais fácil de transportar. Estar neste curso foi uma escolha, minha! Só a mim me cabe arranjar vontade e encarar o "problema" da melhor forma.
Continuo sem algumas seguranças que me ajudariam se existissem, mas o ânimo agora é outro. E a vontade também tem que ser outra.

"Quanto devemos amar? Amar até doer..." é por aqui o caminho.

Wait for the dawn

Para dias inseguros, músicas inseguras...
Devia funcionar mais: para dias inseguros, músicas seguras!; Mas comigo isso não acontece, e de certa forma estas músicas dão-me o conforto que preciso, para além de fazerem parte da caixinha das recordações. Os bons tempos do secundário, em que não havia coisas difíceis por fazer....só as menos fáceis. Bem, tudo é relativo!
Afinal...acho que somos todos uns lutadores, que ultrapassamos e vencemos, e acabamos por nos sair melhor do que esperávamos.
Hoje só quero ver, para além de olhar....


P.s.- Já vos disse que detesto que mude a hora? Que detesto sair das aulas e ser de noite? Acho cada vez mais, como um caranguejo a preceito que sou, que sou uma mulher de tempo quente e comprido!

P.s. 2 - Mais uma vez a dizer coisas que nem eu percebo muito bem, mas que me saem...

"A malta encontra-se toda"


"As flores não se dão aos mortos, dão-se aos vivos" dizia há pouco o padre Carlos. E disse ainda "Hoje muita gente foi aos cemitérios, para se encontrar com os seus ente-queridos, mas ao ir lá não encontraram nada", pois claro...as pessoas que partiram, partiram, não estão nas campas nem nos gavetões. As pessoas que partiram, estão connosco, estão tão presentes quanto as quisermos deixar estar, estão em Deus. Existem tanto quanto nós as deixarmos existir.
A nossa história está marcada na história daqueles que passaram por nós e que não foram sós.
Tenho a sorte de não ter passado ainda, por muitas perdas. Mas tenho noção do quão difícil é a dor da separação.
Tenho pensado sobre: O que será que nos prende tanto aos outros? O que faz com que uma pessoa, de um momento para o outro, passe a ser tão nossa, e a fazer tanto parte de nós?; É difícil de explicar, é difícil encarar a morte. Não sou uma pessoa que pense muito na morte. Gosto de viver alheada do que temos de mais certo, porque acho que há tanto para viver.
Para mim faz sentido este dia. É o dia em honra daqueles que já partiram. Não um dia para nos lembrarmos de quem partiu, porque quando a perda é grande, as lembranças vêm-nos à cabeça regularmente. É sim um dia em que de certa forma saudamos a memória dos que estão na outra margem...
Uma vez, em pequena, vi numa lápide: Quem morreu não está morto! Apenas partiu primeiro. Depois da morte, a vida eterna.

Não será isto tudo, apenas um "até já?". Acho bem mais bonito dizer "até um dia destes" do que "adeus". Adeus é muito tempo. O que nos separa é uma questão de tempo. E o tempo é escasso.

Somos todos livros inacabados.
Chegámos até aqui, o resto continua por escrever. Quero ser lembrada depois de morta, como uma pessoa que foi capaz de ser fiel a si e aos outros. Uma pessoa que foi transparente, e de uma forma subtil foi deixando marcas. O melhor que posso deixar é a alegria com que encaro as pessoas.

Por isso,
tia Júlia, tio Carlos, "avó" Maria, menina Mártires, avô Manel,

até já, com saudade!

P.s. - "A malta encontra-se toda" Pe. Carlos Carneiro

1, 2, 3 - vou (re)nascer outra vez

Este ano estou com os meninos mais pequenitos, os do 8º ano. Não estão numa idade fácil, é difícil transmitir o que queremos, nem sempre conseguimos passar a mensagem da forma como gostávamos. Mas mesmo assim, continuo a aprender com eles...(espero que eles comigo).
Acho que cada um de nós tem um lume dentro de si. E há coisas que o fazem brilhar mais que outras.
O meu lume por vezes fica muito fraquinho quando me desiludo...esta semana chegou a acontecer. Mas o bom dos dias é que são sempre tão preenchidos que há coisas boas sempre a acontecer!
Eu quero sempre muito, chegar ao fim do dia e perceber e conseguir interligar as coisas que se foram realizando. A verdade é que muitas vezes dou por mim frustrada, porque me é difícil que pegar numa "ponta" diferente da do dia anterior para agradecer por isso.
Hoje cheguei à conclusão (mais uma vez) que não tenho que ter sempre a resposta e o "texto escrito" coerente ao final do dia. Consigo perceber que as minhas semanas têm estado completamente interligadas, em pequenos gestos que me fazem fechar os olhos e sorrir, e aprender com as diferenças.
Talvez esteja na altura de ser mais dura. Estou ciente das minhas fraquezas. Todos nós as temos. Tenho ouvido coisas mesmo bonitas, e sentido outras, como por exemplo: "Não tenhas vergonha de pedir que te ensinem", não sabemos tudo, e hoje ligo isso ao meu grupo de pestes do 8º ano, que têm tanto para me ensinar. Por eles vale a pena, porque serão pessoas boas!
Não posso continuar a contar que todas as amizades que tenho hoje permaneçam, mas sei que aqueles que revelam preocupação por mim, eu consegui cativar, porque estavam abertos o suficiente para se deixarem envolver por esta proximidade.
É um período fantástico de descoberta, e de interiorizar pedaços de coisas soltas, de alguma procura do viver sozinha...
Sinto-me uma criança a aprender a viver de diferentes formas, sendo tão única quanto posso ser.
Afinal, acho que estou a descobrir realmente o truque de ser adulta.
É um segredo meu que posso partilhar:
Quanto mais cresço e sou capaz de me aproximar de mim na minha essência e do que eu sou, da minha verdadeira transparência, mais me aproximo da ingenuidade de criança que achei que ficou para trás; Quanto mais penso nisto, mais acho que é por aqui... mas daqui a uns tempos nunca se sabe, se não volto atrás e risco bem riscada, esta teoria!
Uma coisa é certa. Perdi as ilusões de achar que já sofri muito ou fui muito feliz e aprendi tudo o que tinha para aprender. Dou por mim, a rir-me de atitudes que tive há um mês atrás. O mais provável será daqui a um mês, estar-me a rir das minhas agora!
Eu quero muito ser eu! Quero muito que o lume que trago chegue às pessoas. Quero saber aceitar os outros e melhorar o mundo deles, e percebê-los, e ser capaz de levar os meus sonhos para a frente!

Sou só alguém à procura de si!

E para lembrar-me de como é bom poder dar os sinceros parabéns aos meus amigos de sempre,
parabéns pelos teus 20 anos, Catarina!
Ai...nunca pensei que custasse tanto aproximar-me do fim da licenciatura...:(
Até lá...muitas águas hão-de passar debaixo da ponte rainha santa!
Andava eu no Facebook, a ver uma daquelas coisas que não sei como se chamam, mas dão frases aleatórias sobre temas diferentes, e depois de alguma selecção calharam-me as seguintes frases:
Tenho saudades de...
De quando eras realmente tu, em vez de um ser estranho em que te decidiste transformar.
De quando podia viver, sem ter que me preocupar com absolutamente nada.
Saudades de ser criança.

Aprende que...
Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão de nós mesmos.
Só entendi o valor do silêncio no dia que resolvi calar para não magoar alguém.

E realmente, mais ou menos penosas e saudosas, fico contente por me poder rever em cada uma. É sinal que tenho vivido, tenho coisas para contar...coisas boas e más, mas que não deixam de ter a sua importância e tempo exacto.
E é bom viver assim...com histórias dentro de uma maior.