M(W)e

Namorar é isto.
É o deixar para trás as minhas "grandezas", os meus egos, a minha forma de pensar egoísta e de um "EU" nascer um "NÓS". Não deixamos de ser quem somos, somos nós — mas maiores! Somos nós com um bocadinho de alguém. Aos poucos as expressões moram debaixo da pele.
O amor ajuda-nos a repensar as nossas atitudes — não que para o fazer seja preciso namorar. É preciso irmo-nos descentrando do "eu" para vermos mais além.
Não perdemos a nossa identidade, até porque foi por ela que alguém se apaixonou por nós, mas, aos poucos vamo-nos moldando e aperfeiçoando, qual barro nas mãos do oleiro. De que serviria um namoro em que não houvesse a liberdade e o espaço para a transformação?
O compromisso não nos prende, torna-nos mais livres.
"Eu escolho ficar contigo, porque é em ti que quero apostar hoje e sempre!"
Como é que temos a certeza? Como é que sabemos que vai dar certo?
Não sabemos.
Mas confiamos de que se remarmos ambos para o mesmo lado chegaremos onde nem sequer ousámos sonhar.

Hoje, vejo a vida como uma viagem.
Onde temos a oportunidade de correr atrás dos sonhos, aprender, amar, sentir o abraço e o cheiro das coisas que nos são queridas.

Cada bocado de caminho é um passo que nos torna mais livres e, ao mesmo tempo, mais encontrados.

Ao soltar amarras, percebemos o quanto podemos ganhar ao retribuir o afeto que nos foi dado.

Com amor, conquistaremos o impossível.

Nesta viagem, só há uma direção. Não se admitem recuos ou longas paragens. O caminho será sempre em frente enquanto houver esperança no coração.