Criar Espaços



Ando a criar o meu espaço,
A construir o que sou, com o pouco que tenho.
Quero muito conseguir ser eu.

Deste novo "meu" quarto "Há uma janela sobre um pedaço do mundo", e quero tanto, tanto! ir por aí à descoberta!

Amanhã é o dia N!
N de Novo
N de Nós

P.s.- Deixa o mundo girar para o lado que quer, não o podes parar nem tens a perder... Vai aonde queres, sê quem tu quiseres...”

Se cuidas de mim


Um grande obrigada à Margarida que nos conseguiu os convites para o Tiago Bettencourt, que acaba hoje a sua tour no TAGV!
Vai ser uma noite bonita, tenho a certeza...gosto muito das músicas dele. Acho que são sempre muito metafóricas e podemos tirar imensos sentidos de cada uma!
Melhor que um concerto à borla, de alguém que gosto e com a minha melhor amiga, para me despedir de Coimbra? Hmm......

:) "Vou guardar-te bem"

Sexta-feira (e nós)


Não há aparelho nos dentes, nem cortes nas bochechas que apaguem a felicidade dos últimos dias, em especial do de hoje. Tem sido uma semana de "Até já"s.
Há coisas tão bonitas! Tão bonitas!
Hoje foi a minha ultima reunião a sério, como animadora do ASJ! Coisas que só por si dão nostalgia.
No inicio achava que não ia conseguir cativar os miúdos, porque eram pequenos demais para o que eu estava habituada. Achava que não ia transmitir nada...porque eles não apanhavam o que eu dizia... e no inicio não foi fácil. Falar de Deus a pessoas de 8º ano não é fácil.
Hoje, antes de entrar na sala andavam todos agitados e não me deixavam entrar! O J. trouxe a viola (coisa que não é habitual, porque costumamos tocar com a do Centro Juvenil), e quando entrei na sala tinha uma mesa com um pacote de batatas fritas, uma caixinha de ovos moles e um saco branco, agrafado.
Tinha aqueles olhinhos todos postos em cima de mim para ver a minha reacção quando o abrisse!
O que estava lá dentro? Um BONSAI! Eu queria tanto ter um Bonsai....primeiro porque acho amoroso, são tão bonitos. Para mim os Bonsais são começos...por vários motivos... e este Bonsai vem mesmo na altura certa...em que eu saio de casa e deixo para trás tanta coisa que me preenche! O meu Bonsai, chama-se Sexta-feira, depois de um pequeno debate de ideias. Não tenho palavras para descrever o que senti quando o vi!
E depois...fizeram-me uma letra com a música do Postal dos Correios. O J. tocou (ainda está no principio da aprendizagem) e acho maravilhoso tocar para nós! Crescermos como grupo neste sentido.
Eu acho mesmo que o mundo pode ser bom! Com pessoas assim, com atitudes assim!
Sinto que em parte lhes deixei muito do que sou! E que isso ficou gravado neles!
Sinto também que não os deixei, porque ao trazer o Sexta-Feira comigo, e ao ter que cuidar dele, continuo a cuidar do meu ASJ 2.
Hoje, soube que a minha orientadora de estágio era a professora que eu queria, e isso deixa-me muito contente e aliviada, por saber que as coisas vão ter que ser bem feitas e de forma competente.
Enfim...tem sido tão bom viver.
Aqui deixo o texto que eles me escreveram:

"Ainda que distante, tem a certeza que não te esquecemos!
Tu és muito especial.
A tua dedicação, o teu trabalho , o te carinho, jamais serão esquecidos, tudo isso ficará gravado nos nossos corações.
E um dia com certeza nós iremos encontrar-te por esses caminhos e lembramo-nos dos momentos vividos e do trabalho dividido. A saudade vai ficar, mas a certeza da tua felicidade é para nós muito mais importante. Por tudo o que nos ensinaste e por todos os momentos maravilhosos que passamos juntos: OBRIGADA"

Fogo... obrigada eu!
"Eu trago-te comigo e sinto tanto tanto a tua falta" ASJ 2

Esta foi a minha reacção :)

O nosso Dave

Sim, eu sei que já falei muito sobre o Dave.
Mas realmente este homem não imagina o que fez nos nossos corações naquela noite fria em Londres...a nossa ultima noite.
Foi realmente uma viagem importante! Mais do que a viagem a Itália ou Barcelona. Foi a primeira grande viagem a sério que fiz. Está profundamente marcada! Há umas semanas o Dave encontrou o vídeo que fizemos dele e pusemos no youtube, e comentou! Foi assim uma daquelas alegrias que rebentam o coração :)
É uma pena este homem não ser conhecido! Que voz...que capacidade de transmitir algo! Algo de bom...
Através desse comentário, descobrimos o canal dele no Youtube. Deixo aqui alguns covers. Isto merece mesmo ser partilhado!
Este senhor é uma das razões que me faz querer lá voltar...e hei-de voltar! :)
Obrigada querido Dave!



Um caso fundo

"Às vezes eu não faço sentido, ando meio perdido sem saber o que fazer.
Procuro então um novo caminho, mais perto do cimo, da minha razão.
Parto em busca das palavras, das ideias e paisagens que acalmam o coração.
Quando o vento me agasalha, quando o meu barco encalha fico mais perto do Céu.

Um caso fundo, um vagabundo por prazer
Quero dar a volta ao mundo e viver para aprender
Um caso fundo onde me encontro pra escrever
Quando o tempo me alucina e faz sofrer

Às vezes eu invento um motivo para estar sozinho como eu quero ser.
Encontro assim uma fantasia na minha poesia dentro do meu Ser.
É tão bom olhar, sentir, quando o sol me faz sorrir quando o meu corpo se entrega
Quando o ar que eu respiro me arranca um breve suspiro, fico mais perto do Céu!"

Esta música é da autoria do Bruno Gomes, um dos ex-participantes desta ultima OT. Mal o ouvi cantar esta música nos Castings que fiquei rendida. Para além de ele ter uma voz realmente bonita esta música não fica nada atrás. E agora que a oiço, re-paro na letra, e diz tanto de mim...tão perdida, tão à procura...
Estou a dias de deixar a minha cidade e rumar ao primeiro grande choque térmico. Vou começar do zero noutra cidade, com novas pessoas, com um novo ritmo, com novas rotinas e horários...e até maneiras de me deslocar.
Mas o que era a vida sem correr o risco?
Sinto que vai ser realmente importante para mim sair da minha querida Coimbra. Eu deixo cá o coração, prometo, mas preciso de me ir apaixonar por outras coisas, por outros caminhos, por outras paisagens. E eu tenho a teoria de que casa é onde te sentes bem. E eu vou começar esta construção, com as bases sólidas de que preciso.
Bem...e já me desviei do que realmente queria dizer...
Quero só deixar sublinhado que Casos fundos, devem ser todos aqueles em que nos metemos, seja no que for...algo que nos marque, que saibamos que "isto sim, vivemos"...para quem quiser conhecer a música que me apaixonou, aqui fica :)

Window in the skies


Há uma coisa que acho que vou ter sempre. Que é a capacidade de me surpreender com a bondade das pessoas. A capacidade de querer fazer o bem, e estar do lado de quem precisa a apoiar. É isso que o Bono faz e o John Jon Jovi, por exemplo. Eu rendo-me perante atitudes destas.
Icons iternacionais, que usam o que têm para a fazer o que é bom!
O amor abre uma janela no Céu! Abre janelas em todo o lado...nos corações das pessoas!

"Oh can't you see what love has done to every broken heart?
Oh can't you see what love has done for every heart that cries?
Love left a window in the skies"

Nada a acrescentar....

Parabéns "Do Alto da Pedra"

Bem!
Hoje o meu Blog faz dois anos! Weeee!
Muitas foram as pessoas que já passaram por aqui, gostaram e ficaram. Outras passaram não gostaram foram-se embora! Mas sabem que mais? Não faz mal.
Este blog não começou para ser lido, apenas como forma de me fazer crescer, e fazer pensar. Ter opinião sobre as coisas...desabafar. Ser eu.
Uns dias vou conseguindo, outros não...como na vida.
Sobretudo, dá-me gozo perder algum do meu tempo a ler o que escrevi para trás. Como é que eu pensava há meses atrás ou quiçá, há minutos!(?).
Há dias em que me apetece não por cá mais os pés...mas depois penso que há sempre mais qualquer coisa para partilhar e não viro costas. No dia em que sentir que tudo isto deixa de fazer sentido para mim, irei com certeza despedir-me!
Mas por hoje, só quero felicitar este meu "filho", onde sou tão eu, e onde posso ser ainda mais eu!

Do Alto Da Pedra...eu vejo o mundo, e grito o que penso.

Elogio ao amor

Neste dia dos namorados (que para mim não me diz nada nem me lembra nada), não tenho mais nada a acrescentar a este texto do Miguel Esteves Cardoso.


"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.

Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também." Miguel Esteves Cardoso

Amigos, vou ali a Barcelona e já venho!

O primeiro dia de aventura

Estava tudo planeado.
As horas batiam todas certas. Dava tempo para tudo.
Hoje foi o dia escolhido para ir tratar do passe à minha nova cidade (em breve, muito em breve).
Ora, tinha comboio às 8h da manhã, e como neste país acontecem desgraças todos os dias, comecei logo a ouvir de manhã uma senhora a grita: Já perdi o cumboio! Ai mô Deus....Ora foi-se...;
Já dentro da carruagem ora vinha ora não, uma senhora a gritar se alguém queria as queijadinhas. (um sobressalto sempre que o silêncio era interrompido pela voz...vá, peculiar desta senhora).
Cheguei! Mal pus o pé fora do comboio, a minha consciência disse-me: Vamos lá Rita, a tua aventura começa aqui...consegues sentir o peso da responsabilidade de tratar de tudo sozinha e ao mesmo tempo a liberdade sem fim, de achares que cresceste?; Ao que eu respondi: Sim! Eu consigo! Eu quero viver isto! Vamos mas é daí, que temos pouco tempo para tanta coisa...
E lá fui eu em busca do metro, sempre com o olhar a querer ver tudo e a tomar consciência do que me rodeava. Senti-me uma formiga. E estranhamente era uma boa sensação.
Cheguei finalmente ao sitio onde devia para pedir o passe, mas disseram-me que me tinha de dirigir a outro lado...nesse outro lado disseram-me que não era possível porque eu sou estudante de Coimbra e precisava de uma declaração da empresa onde vou estagiar, caso contrário não podia ter o passe de estudante!
Lá apanhei mais dois metros e um autocarro, e cheguei à minha nova casa. NÃO APANHAVA INTERNET para mandar o mail à empresa! Telefonei...de repente a net deu! Mas não tinha como imprimir o comprovativo! Valeu-me a boa vontade e a simpatia dos meus novos vizinhos (depois de dar muitas voltas à cabeça).
Lá corri eu para o atendimento de novo! Tinha comboio às 15.30h para poder chegar a tempo de dar ASJ!
A senhora olhou para o meu comprovativo e disse: isto é impresso!
Eu: Poiiiis!!! Hoje e andei aflita para conseguir isso o mais rápido possível! É que vim de Coimbra hoje de propósito para tratar disso!
A (querida) da senhora: Pois, mas nada feito! Isto é uma impressão!;
Senti-me assim com uma ligeira vontade de a esganar...a ela e à colega que estava ao lado que por acaso era a que me tinha atendido de manhã ( e que por acaso enquanto me atendia e eu falava com ela, estava a brincar com o colega de trabalho).
Foi nesta altura em que virei costas e pensei: Rita, não viste aqui em vão! Trouxeste tudo o que comprova que és estudante, portanto não te vais embora sem conseguir, nem que para isso escrevas no livro de reclamações!
E consegui! A senhora era muito mais simpática e não levantou problemas nenhuns!
Apanhei o comboio e cheguei a horas de estar com os meus meninos.

Isto tudo para dizer o quê?
Um dia nunca está 100% programado. O meu tinha os horários todos controlados, e as situações. Nada correu como esperava, mas no fundo (e no meio de todo o stress) o dia acabou bem! Só serviu também para eu crescer e aprender a desenrascar-me!

Mas fica a pergunta...
Porque é que há pessoas que gostam de complicar a vida dos outros?

It's not easy...to be




I can’t stand to fly
I’m not that naive
I’m just out to find
The better part of me

I’m more than a bird...i’m more than a plane
More than some pretty face beside a train
It’s not easy to be me

Wish that I could cry
Fall upon my knees
Find a way to lie
About a home I’ll never see

It may sound absurd...but don’t be naive
Even heroes have the right to bleed
I may be disturbed...but won’t you concede
Even heroes have the right to dream
It’s not easy to be me

Up, up and away...away from me
It’s all right...you can all sleep sound tonight
I’m not crazy...or anything...

I can’t stand to fly
I’m not that naive
Men weren’t meant to ride
With clouds between their knees

I’m only a man in a silly red sheet
Digging for kryptonite on this one way street
Only a man in a funny red sheet
Looking for special things inside of me
Inside of me
Inside me
Yeah, inside me
Inside of me

I’m only a man
In a funny red sheet
I’m only a man
Looking for a dream

I’m only a man
In a funny red sheet
And it’s not easy, hmmm, hmmm, hmmm...

Its not easy to be me
1,44 + 4,18 + 4,05 = 9,67 = 10

Feito!
Obrigada a todos os que nos ajudaram a por o trabalho online!
(um obrigada especial ao Firmino, Sandro e João)

A luz apagou-se

"A dona Conceição já está a morar ao pé de Jesus." - foi este o papel que escrevi à mãe ontem à noite, quando deixei o INEM, a Polícia, a Médica e a sua familia.
Acredito mesmo, que ela viveu a sua vida em plenitude, e foi luz muitas vezes para os outros.
Foi a pessoa que melhor nos acolheu quando nos mudamos para esta casa.
Gostava de passear. Lembro-me que enquanto podia, ia todos os dias dar a sua caminhada até à baixa e voltava. Trazia-nos laranjas quando lhe davam, e chamava-me Ritinha, porque para ela eu nunca cresci.
Depois ela começou a tremer muito. Não se aguentava mais nas pernas...aos poucos o seu corpo deixou de obedecer, e a sua casa era o lugar onde passava a maior parte do seu tempo.
Nos últimos três anos e quatro meses, perdi a conta às vezes que ela foi para o hospital e que nós pensámos: é desta que a luz se apaga; mas não!
A dona Conceição viveu este tempo todo, graças à irmã e ao cunhado, que estiveram sempre sempre ao lado dela, dia e noite...abandonaram as suas vidas para a fazerem viver. O que prolongou a vida desta senhora foi o amor. E não tenho dúvida, que sem o amor que todos lhe dávamos, em especial estes dois senhores, a chama já se tinha apagado há muito tempo.
O que movimenta o mundo e o que nos mantém à tona, é o Amor. A dedicação. A amizade.
A Luz apagou-se ontem à noite. A rua iluminada apenas com os pirilampos da ambulância permaneceu em silêncio. É assim viver... com partidas constantes, e uma apenas definitiva.
Ontem chegou ao Céu, mais um anjo. Um anjo magrinho com olhos azuis da cor do céu limpo.
Até já, até sempre. Agora que estás Longe do Mundo...

Don't stay


Há muitas formas de me poder despedir.
Não sei se me quero despedir deste espaço. Sei que por hoje fico-me por aqui...mas também sei que amanhã posso voltar.
Ando simplesmente sem vontade...gostava muito de querer escrever todos os dias, porque isso era sinal de que fazia uma pausa regularmente para pensar no que ando a viver. Honestamente ando sem pensar (ou pelo menos não noto). Ou se calhar...até tenho pensado demais e não tenha precisado de escrever. Tenho visto muito do que fiz, do que era...do que já não sou, e do que, por muito que saiba que está mal, vou continuar a ser mesmo que lute muito contra isso.
Não me apetece escrever que sinto falta de algumas pessoas...apesar de ser a mais pura das verdades. Também não apetece dizer que sinto muito que se tenham afastado... mas também não quero dizer que me magoam os olhares de indiferença (que no fundo magoam). Não me apetece. Nem me apetece dizer que me falta vontade...
Estou a aceitar que é assim. "Não fiques se não queres ficar, acredita, eu vou ficar bem". Mas até que ponto ficamos bem? Até que ponto fecha a ferida da lembrança? E porque é que os outros a fecham mais depressa?

Crescer custa um bocadito não custa? Pois é...cá ando eu a descobrir ...

Olá mundo!

Hoje eu sei, quantas páginas mudei

Já fui tão ridícula...
Tão imatura..
Tão ingénua...

E o pior é que tenho noção...

... e continuo a ser tudo isto.