Tu aprendes

Em todas as situações, tu aprendes e tiras algum sentido do porquê ou do para quê.

You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn
You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn

Em qualquer situação, basta estarmos pre-dispostos a aprender, em qualquer momento da nossa vida estamos a tempo, com qualquer situação, com qualquer pessoa.
"People like to give up. They like telling you that nothing really matters at all. I cannot in any form, accept that. Some deep entity within my self will wake up and figth for every moment to live.

Accept a fate or destiny is a characteritic that I cannot compherend."



William Kalnov Devoux

Eu

"Eu...
Eu sou um abraço que preciso e o abraço dos que precisam.
Sou lágrimas e ansieios. Poço de medos e dúvidas. Incertezas e receios.
Sou a areia que sinto nos pés e o vento que me toca a pele.
Eu sou o que vivi. Eu sou as minhas experiências. Sou o meu passado, o meu presente e o meu futuro.
Sou um algo que me habita.
Sou música quando faço ressoar as cordas da guitarra. Sou tinta quando pego nos pincéis e voo para outro mundo - o da imaginação.
Sou aluna e professora. Sou crítica e elogio.
Sou Coimbra e o Mondego. Sou a minha capa traçada.
Sou a minha família. Sou os meus amigos.
Sou muitos espaços que me preenchem.
Sou a preguiça e o entusiasmo!
Sou desarrumação e viagens.
Sou dança que não pára.
Sou saudade, sou nostalgia.
Sou os livros que leio e outros que passeio.
Sou entrega e devaneio.
Sou a pressa na vida calma, numa paz que reconforta a alma.
Sou os planos do que virá.

Eu...
E tudo isto, mora em mim. "

Rita

Este texto vai ser a base da curta metragem que ando a pensar já há algum tempo, que se intitula "Eu". Uma curta sobre nós mesmos, sobre o que somos. Algo que nos leva a pensar naquilo que realmente somos e o que ainda podemos ser.
Estou já cheia de ideias, e com muita vontade de começar. Finalmente as coisas começam a fazer sentido em vários campos da minha vida.
Vamos lá ver em que vai isto dar! :)

Os 20 anos

"Há tempo de nascer, e tempo para morrer
Tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
(...)
Tempo para se lamentar e tempo para dançar"

Não interessa receber muitas mensagens de parabéns, muitos telefonemas, prendas ou e-mails. Interessa sim, saber que estamos presentes nas pessoas, e não é só no nosso dia de anos, é o ano inteiro. É fazer de cada dia, um dia especial. São os momentos que fazemos a cada hora, são as coisas que aprendemos, é o que nos toca, o que fazemos para crescer e as conversas - o mundo é um momento.
São Vinte e é estranho. São duas décadas de histórias. Em 20 anos, a minha vida vai mudar radicalmente! Faltam 10 para os 30! Sim...realmente os 20 pesam.
Não foi o melhor dia de sempre, mas creio que no final vou aprender com a quantidade de coisas que me aconteceram hoje! Talvez me tenha ajudado a perceber que o nosso dia, não é um dia totalmente alheado da realidade, é especial porque estamos vivos, e assim como em todos os outros, pode haver coisas que não gostamos tanto.
Passou-se um ano de bastante crescimento pessoal e espiritual, e é a isso que tenho de dar valor, aos momentos em que cresci e soube ser mais para os outros e para mim. Agradeço imenso as pessoas que conheci, e as lutas que travei que me lançaram para novos lugares em mim que não conhecia.
Aprendi que nunca é tarde para se começar a viver de outra maneira, e que muitas das vezes só conseguimos ver um ponto de vista, quando há tantos mais! Acho que sou bem mais ponderada, que consigo ouvir mais, calar mais e saber quando devo ou não falar. Aprendi que há muitas coisas que me deixam sem palavras, que os tempos em que achava que tinha que responder a tudo já lá vão - dizer sim mas só o que acho necessário e oportuno.
Não é só em situações de dor que podemos crescer, é em todas, é ao valorizarmos todos os momentos, e reflectirmos sobre eles, sobre o que nos descola e desinstala.
Tenho vindo a aperceber-me que há coisas que necessito de saber que sou capaz de as levar para a frente...o estágio no próximo ano, é essa oportunidade que eu queria de ver a minha "despenteada" e meia por minha conta.
"É bom ver-te crescer", dizem-me...sim, mas também é bom ver-me crescer, e a conseguir novas coisas. É excelente fazer anos, é nascer outra vez, é a oportunidade de começar um ano do zero, de ser o que ainda não sou mas posso alcançar!

"Today is where you book begin, the rest still unwritten"

Lados Lunares


Segundo o Rui Veloso, o Lado Lunar é aquele nosso lado mais "pespineta", o nosso mau feitio, o pior dos piores! O avesso da alma. Isto deixa-me a pensar nas relações e na imagem que queremos muito passar de nós, se é que posso chamar o nosso "Lado Solar". Porque é que as pessoas têm tendência a mostrar primeiro aquilo que de bom têm, e só passado algum tempo é que nos apercebemos que realmente os outros têm defeitos...(?)
Bem, é certo que nalguns, o lado lunar salta logo à vista, e podemos afirmar quase numa primeira análise: Aquela pessoa tem mesmo mau feitio!; Mas comummente, a primeira imagem que damos é a da nossa simpatia, ou amabilidade. E é por isso que somos marcados pelos outros, pelo nosso sorriso, pelo nosso à vontade, pela forma como nos damos a conhecer à partida.
Hoje estava a tomar o pequeno almoço (já tarde, porque estar de férias dá-nos alguns privilégios) e estava a dar num daqueles programas da manhã um tema pelo qual não tenho absolutamente nada contra: Mulheres mais velhas que tinham arranjado maridos/companheiros "X" anos mais novos. Havia lá uma senhora que já ía no quinto marido, e quando a apresentadora lhe perguntou o porquê dos relacionamentos anteriores acabarem ela respondeu na maior das descontracções: Ah..perderam a frescura... Eu disse: O quê??? Acabam-se casamentos por perderem a frescura???; E realmente tomei consciência que é esta a mentalidade hoje em dia. "Já não és novidade para mim" se calhar descobri coisas em ti que não gostava, descobri o teu lado lunar - os defeitos, o mau feitio, as embirrações. E o que acontece é que as pessoas em vez de lutarem pelo compromisso que assumiram perante seja lá quem for, preferem deitar tudo para trás das costas, porque é mais difícil falar e tentar mudar, do que simplesmente fugir.
Então, hoje consegui ligar o meu dia nestes pequenos momentos, e tem toda a lógica. "Mostra-me o avesso da tua alma, conhecê-la é tudo o que preciso pra poder gostar mais dessa luz falsa, que ilumina as arcadas do teu sorriso", não se deve partir para um compromisso tão sério quanto é casar, enquanto não sabemos se aguentamos o lado lunar da pessoa que escolhemos para nossa companheira. E é falando que as pessoas se entendem!

Por isso:

"Não me mostres o teu lado feliz
A luz do teu rosto quando sorris
(...)
Não é por ele que te quero amar
Embora seja ele que me esteja a enganar"

Senta-te aí


Para ser sincera não me lembro da existência dos Rio Grande, apenas conheço as músicas. Lembro-me perfeitamente de estar na aula de Língua Portuguesa no meu 7º ano, e a professora Ana pôr a tocar a "Postal dos Correios", e eu que já a conhecia da rádio pensei: Esta música é mesmo gira! Ainda bem que já sei o nome!;
O facto é que à medida que fui crescendo, fui conhecendo as músicas dos Rio Grande, e de cada um dos elementos independentes. E à medida que fui formando opinião, cada vez se me torna mais estranho como é que é possível não se gostar de música portuguesa? São cinco músicos excelentes, que provavelmente os miúdos de hoje em dia nem conhecem, porque o que está a dar é a Anna Montana, os D'zrt, os Tokio Hotel.
Acho que há espaço para todos, e gostos não se discutem...mas eu quando oiço estas músicas tão tradicionais tenho muito orgulho em poder conhecê-las, e saber que se fazem coisas tão boas em Portugal. Não são músicas que é só: Oh baby preciso de ti, não vivo sem ti, ai querido és tão lindo...são músicas que são capazes de passar alguma coisa, que nos fazem pensar. Não são artistas que precisam de se exibir ao lado de mulheres bonitas para passar uma mensagem.
A "Senta-te aí" é a minha música preferida dos Rio Grande (tirando o pormenor que é cantada pelo Jorge Palma, o que a torna ainda melhor) e interpela-me precisamente no ponto da família, e da união, do que se deixa, da sabedoria dos mais velhos, da tristeza que é deixar/ver alguém partir, do saber deixar partir, do respeito, do conselho. Não consigo tirar da cabeça a imagem de um pai deitado na cama quase a partir a falar com o seu filho que olha para o chão com as lágrimas a dançar nos olhos.
Coisas que dizem algo, que são fantásticas, que valem a pena ouvir e perceber.
No fundo é mais uma música que aconchega o coração...

É tempo


Há espaços que devemos agradecer, e eu quero muito agradecer o meu carrito, porque tenho tido conversas espectaculares dentro dele, a maior parte delas quando viajo à noite sozinha.

Sozinha, mas quando sinto que há uma companhia ali ao meu lado...

Ando num periodo crítico de auto-conhecimento (não que me tenha deixado de conhecer), mas sinto a necessidade de me conhecer mais. E talvez porque não me tenho dedicado ultimamente a conhecer-me o muito que falta, vá sentindo esta necessidade de me aprofundar em mim.

Isto deve-se a uma curta-metragem que quero fazer, e que se intitula "Eu". O porquê de querer fazer? Porque o outro turno que teve Produção e Realização de Vídeo Digital teve que fazer este trabalho, enquanto que nós fizemos o Laços, e achei uma coisa fantástica. É uma excelente oportunidade de me obrigar a olhar para dentro, e pensar naquilo que eu sou, no que eu faço, como eu ajo, o que eu espero, como me quero mostrar, o que devo mostrar, o que posso mostrar. É sobretudo uma maneira de fazer um balanço do que mudou do inicio do ano para agora, de quem me tocou, dos exemplos que tive, de onde cheguei, as metas que alcancei, o que ficou para trás, em que é que não cresci tanto, no que cresci mais.

É bem mais que isto...é pensar num conjunto de coisas que fazem o meu dia-a-dia: os desenhos, o ASJ, o CUMN, os avós, os amigos, as coisas diferentes que quebram a rotina, a música, a rádio, as paisagens, os pequenos momentos em que olho e vejo, o cansaço.... sei lá, tanta coisa, e se calhar é demais!

Um grande desafio que me levanta muitas questões, e que não tem pressa em ser concretizado...porque há coisas que precisam de tempo e de calma. Não quero que fique bonito (quero que fique obvio) mas mais importante que a estéctica quero uma coisa que eu me defina, e consiga chegar e dizer: Já conheço de mim mais um bocadinho.


"É tempo de parar de olhar à nossa volta, é tempo de escutar qualquer nota solta.
É tempo de agir, o novo sonho está pra vir
É tempo de avançar
Do dar ao comunicar
Agora é procurar
Alguém com quem partilhar
Partilhar alegria
Dar nova luz ao dia-a-dia
É tempo de amar
Nova vida já sorri
É tempo de parar
De escutar e de olhar
Parar, escutar e olhar
Parar, escutar e olhar"

Documentários daqueles....

Andava agora mesmo a mudar de canal à procura de alguma coisa de jeito para ver, e deparei-me com um documentário sobre as formas de execução, nomeadamente nos Estados Unidos.
O meu balanço sobre tudo o que vi é bastante negativo. Estou meia chocada até.
O jornalista andava a fazer uma investigação sobre as formas como se matava actualmente os prisioneiros, entre as quais: enforcamento, electrocussão e a "injecção da morte", e descobriu que todas elas causavam dor, e não era 100% certo que o prisioneiro fosse morto.
Encontrou então uma forma simples, rápida e indolor. Apenas com uma botija e uma máscara com gás (não sei qual, nunca fui muito virada para os nomes difíceis das ciências) em que o prisioneiro pode morrer em estado de euforia.
A minha questão toda é: Porque não haver a preocupação em acabar com a pena de morte em vez de tentar arranjar uma morte indolor? Não acabaria o mal por ser cortado logo de uma só vez?
"Estes criminosos mataram as vitimas de formas macabras, terríveis! Merecem acabar do mesmo modo" - aceito que a revolta deve ser enorme, e a dor ainda maior. Mas matar será a melhor maneira de castigar estas pessoas? Não será um castigo maior, por exemplo, prisão perpétua? Penso que a falta de liberdade para o resto da vida será pior, a vida da pessoa acaba ali.
De outro ponto de vista... não estarão as pessoas que condenam estes criminosos a ser iguais a eles? No fundo são condenados por terem tirado a vida a outra pessoa, com que direito agem eles da mesma forma que o condenado?

Enfim...coisas que mexem comigo e que me fazem desiludir com o mundo...
Ninguém tem o direito de tirar a vida a outra pessoa, mas ninguém mesmo!

São estas a mentes brilhantes das grandes potências mundiais!