Pedaço de barro


Há dias em que me sinto imensamente acarinhada por todos, e outros em que ponho em causa as amizades das pessoas.
Se calhar, sou só eu que invento que construo coisas bonitas e sinceras, mas acima de tudo, transparentes...amizades em que dou de mim, aquilo que sou realmente. E afinal, não sou correspondida nesse sentido.
Períodos em que me dou muito bem com alguém e de repente essa pessoa desliga, salta fora e desaparece no mapa.
Quase sempre, tenho muitas saudades de muita gente, e quase sempre "essa muita gente" não me liga nenhuma. Acrescento ainda, ao quase sempre, há pessoas que eu não gosto e essas pessoas gostam de mim. Isto é uma grande salganhada!
Sinto que tenho saudades de pessoas que não merecem, e pessoas que merecem, eu nem me lembro delas na maior parte dos dias. Sinto-me em parte culpada por isso...
Somos animais de atenção, e eu sou tal e qual assim... quero atenção. E sinto falta dela.
Sou culpada de algumas distâncias, e de outras nem tanto. Algumas sei assumir, outras dão cabo de mim, porque dou voltas e voltas para tentar percebe-las, e não saio da estaca zero!

E hoje é assim... a verdade pura e crua (ou dura e nua, ou lá como se diz). Sem grandes belezas na escrita, nem redundâncias que hoje não quero cá disso...
Sinto-me um pedaço de barro, com o espírito moldável consoante o que os outros me trazem...mas alma, não! A alma continua a ser a minha!

2 comentários:

carolina.simões disse...

Todos sentimos isso. O timing é que estraga tudo... imagina que sentes que alguém não te liga e ao mesmo tempo essa pessoa sente que não lhe ligas! É uma chatice... mau timing! :) Não leves isso a peito... *

Catarina disse...

"a verdade nua e crua"
Temos é de saber apreciar quem temos à nossa volta e nos quer bem e desligar quem não está nem aí...