Tu aprendes

Em todas as situações, tu aprendes e tiras algum sentido do porquê ou do para quê.

You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn
You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn

Em qualquer situação, basta estarmos pre-dispostos a aprender, em qualquer momento da nossa vida estamos a tempo, com qualquer situação, com qualquer pessoa.
"People like to give up. They like telling you that nothing really matters at all. I cannot in any form, accept that. Some deep entity within my self will wake up and figth for every moment to live.

Accept a fate or destiny is a characteritic that I cannot compherend."



William Kalnov Devoux

Eu

"Eu...
Eu sou um abraço que preciso e o abraço dos que precisam.
Sou lágrimas e ansieios. Poço de medos e dúvidas. Incertezas e receios.
Sou a areia que sinto nos pés e o vento que me toca a pele.
Eu sou o que vivi. Eu sou as minhas experiências. Sou o meu passado, o meu presente e o meu futuro.
Sou um algo que me habita.
Sou música quando faço ressoar as cordas da guitarra. Sou tinta quando pego nos pincéis e voo para outro mundo - o da imaginação.
Sou aluna e professora. Sou crítica e elogio.
Sou Coimbra e o Mondego. Sou a minha capa traçada.
Sou a minha família. Sou os meus amigos.
Sou muitos espaços que me preenchem.
Sou a preguiça e o entusiasmo!
Sou desarrumação e viagens.
Sou dança que não pára.
Sou saudade, sou nostalgia.
Sou os livros que leio e outros que passeio.
Sou entrega e devaneio.
Sou a pressa na vida calma, numa paz que reconforta a alma.
Sou os planos do que virá.

Eu...
E tudo isto, mora em mim. "

Rita

Este texto vai ser a base da curta metragem que ando a pensar já há algum tempo, que se intitula "Eu". Uma curta sobre nós mesmos, sobre o que somos. Algo que nos leva a pensar naquilo que realmente somos e o que ainda podemos ser.
Estou já cheia de ideias, e com muita vontade de começar. Finalmente as coisas começam a fazer sentido em vários campos da minha vida.
Vamos lá ver em que vai isto dar! :)

Os 20 anos

"Há tempo de nascer, e tempo para morrer
Tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
(...)
Tempo para se lamentar e tempo para dançar"

Não interessa receber muitas mensagens de parabéns, muitos telefonemas, prendas ou e-mails. Interessa sim, saber que estamos presentes nas pessoas, e não é só no nosso dia de anos, é o ano inteiro. É fazer de cada dia, um dia especial. São os momentos que fazemos a cada hora, são as coisas que aprendemos, é o que nos toca, o que fazemos para crescer e as conversas - o mundo é um momento.
São Vinte e é estranho. São duas décadas de histórias. Em 20 anos, a minha vida vai mudar radicalmente! Faltam 10 para os 30! Sim...realmente os 20 pesam.
Não foi o melhor dia de sempre, mas creio que no final vou aprender com a quantidade de coisas que me aconteceram hoje! Talvez me tenha ajudado a perceber que o nosso dia, não é um dia totalmente alheado da realidade, é especial porque estamos vivos, e assim como em todos os outros, pode haver coisas que não gostamos tanto.
Passou-se um ano de bastante crescimento pessoal e espiritual, e é a isso que tenho de dar valor, aos momentos em que cresci e soube ser mais para os outros e para mim. Agradeço imenso as pessoas que conheci, e as lutas que travei que me lançaram para novos lugares em mim que não conhecia.
Aprendi que nunca é tarde para se começar a viver de outra maneira, e que muitas das vezes só conseguimos ver um ponto de vista, quando há tantos mais! Acho que sou bem mais ponderada, que consigo ouvir mais, calar mais e saber quando devo ou não falar. Aprendi que há muitas coisas que me deixam sem palavras, que os tempos em que achava que tinha que responder a tudo já lá vão - dizer sim mas só o que acho necessário e oportuno.
Não é só em situações de dor que podemos crescer, é em todas, é ao valorizarmos todos os momentos, e reflectirmos sobre eles, sobre o que nos descola e desinstala.
Tenho vindo a aperceber-me que há coisas que necessito de saber que sou capaz de as levar para a frente...o estágio no próximo ano, é essa oportunidade que eu queria de ver a minha "despenteada" e meia por minha conta.
"É bom ver-te crescer", dizem-me...sim, mas também é bom ver-me crescer, e a conseguir novas coisas. É excelente fazer anos, é nascer outra vez, é a oportunidade de começar um ano do zero, de ser o que ainda não sou mas posso alcançar!

"Today is where you book begin, the rest still unwritten"

Lados Lunares


Segundo o Rui Veloso, o Lado Lunar é aquele nosso lado mais "pespineta", o nosso mau feitio, o pior dos piores! O avesso da alma. Isto deixa-me a pensar nas relações e na imagem que queremos muito passar de nós, se é que posso chamar o nosso "Lado Solar". Porque é que as pessoas têm tendência a mostrar primeiro aquilo que de bom têm, e só passado algum tempo é que nos apercebemos que realmente os outros têm defeitos...(?)
Bem, é certo que nalguns, o lado lunar salta logo à vista, e podemos afirmar quase numa primeira análise: Aquela pessoa tem mesmo mau feitio!; Mas comummente, a primeira imagem que damos é a da nossa simpatia, ou amabilidade. E é por isso que somos marcados pelos outros, pelo nosso sorriso, pelo nosso à vontade, pela forma como nos damos a conhecer à partida.
Hoje estava a tomar o pequeno almoço (já tarde, porque estar de férias dá-nos alguns privilégios) e estava a dar num daqueles programas da manhã um tema pelo qual não tenho absolutamente nada contra: Mulheres mais velhas que tinham arranjado maridos/companheiros "X" anos mais novos. Havia lá uma senhora que já ía no quinto marido, e quando a apresentadora lhe perguntou o porquê dos relacionamentos anteriores acabarem ela respondeu na maior das descontracções: Ah..perderam a frescura... Eu disse: O quê??? Acabam-se casamentos por perderem a frescura???; E realmente tomei consciência que é esta a mentalidade hoje em dia. "Já não és novidade para mim" se calhar descobri coisas em ti que não gostava, descobri o teu lado lunar - os defeitos, o mau feitio, as embirrações. E o que acontece é que as pessoas em vez de lutarem pelo compromisso que assumiram perante seja lá quem for, preferem deitar tudo para trás das costas, porque é mais difícil falar e tentar mudar, do que simplesmente fugir.
Então, hoje consegui ligar o meu dia nestes pequenos momentos, e tem toda a lógica. "Mostra-me o avesso da tua alma, conhecê-la é tudo o que preciso pra poder gostar mais dessa luz falsa, que ilumina as arcadas do teu sorriso", não se deve partir para um compromisso tão sério quanto é casar, enquanto não sabemos se aguentamos o lado lunar da pessoa que escolhemos para nossa companheira. E é falando que as pessoas se entendem!

Por isso:

"Não me mostres o teu lado feliz
A luz do teu rosto quando sorris
(...)
Não é por ele que te quero amar
Embora seja ele que me esteja a enganar"

Senta-te aí


Para ser sincera não me lembro da existência dos Rio Grande, apenas conheço as músicas. Lembro-me perfeitamente de estar na aula de Língua Portuguesa no meu 7º ano, e a professora Ana pôr a tocar a "Postal dos Correios", e eu que já a conhecia da rádio pensei: Esta música é mesmo gira! Ainda bem que já sei o nome!;
O facto é que à medida que fui crescendo, fui conhecendo as músicas dos Rio Grande, e de cada um dos elementos independentes. E à medida que fui formando opinião, cada vez se me torna mais estranho como é que é possível não se gostar de música portuguesa? São cinco músicos excelentes, que provavelmente os miúdos de hoje em dia nem conhecem, porque o que está a dar é a Anna Montana, os D'zrt, os Tokio Hotel.
Acho que há espaço para todos, e gostos não se discutem...mas eu quando oiço estas músicas tão tradicionais tenho muito orgulho em poder conhecê-las, e saber que se fazem coisas tão boas em Portugal. Não são músicas que é só: Oh baby preciso de ti, não vivo sem ti, ai querido és tão lindo...são músicas que são capazes de passar alguma coisa, que nos fazem pensar. Não são artistas que precisam de se exibir ao lado de mulheres bonitas para passar uma mensagem.
A "Senta-te aí" é a minha música preferida dos Rio Grande (tirando o pormenor que é cantada pelo Jorge Palma, o que a torna ainda melhor) e interpela-me precisamente no ponto da família, e da união, do que se deixa, da sabedoria dos mais velhos, da tristeza que é deixar/ver alguém partir, do saber deixar partir, do respeito, do conselho. Não consigo tirar da cabeça a imagem de um pai deitado na cama quase a partir a falar com o seu filho que olha para o chão com as lágrimas a dançar nos olhos.
Coisas que dizem algo, que são fantásticas, que valem a pena ouvir e perceber.
No fundo é mais uma música que aconchega o coração...

É tempo


Há espaços que devemos agradecer, e eu quero muito agradecer o meu carrito, porque tenho tido conversas espectaculares dentro dele, a maior parte delas quando viajo à noite sozinha.

Sozinha, mas quando sinto que há uma companhia ali ao meu lado...

Ando num periodo crítico de auto-conhecimento (não que me tenha deixado de conhecer), mas sinto a necessidade de me conhecer mais. E talvez porque não me tenho dedicado ultimamente a conhecer-me o muito que falta, vá sentindo esta necessidade de me aprofundar em mim.

Isto deve-se a uma curta-metragem que quero fazer, e que se intitula "Eu". O porquê de querer fazer? Porque o outro turno que teve Produção e Realização de Vídeo Digital teve que fazer este trabalho, enquanto que nós fizemos o Laços, e achei uma coisa fantástica. É uma excelente oportunidade de me obrigar a olhar para dentro, e pensar naquilo que eu sou, no que eu faço, como eu ajo, o que eu espero, como me quero mostrar, o que devo mostrar, o que posso mostrar. É sobretudo uma maneira de fazer um balanço do que mudou do inicio do ano para agora, de quem me tocou, dos exemplos que tive, de onde cheguei, as metas que alcancei, o que ficou para trás, em que é que não cresci tanto, no que cresci mais.

É bem mais que isto...é pensar num conjunto de coisas que fazem o meu dia-a-dia: os desenhos, o ASJ, o CUMN, os avós, os amigos, as coisas diferentes que quebram a rotina, a música, a rádio, as paisagens, os pequenos momentos em que olho e vejo, o cansaço.... sei lá, tanta coisa, e se calhar é demais!

Um grande desafio que me levanta muitas questões, e que não tem pressa em ser concretizado...porque há coisas que precisam de tempo e de calma. Não quero que fique bonito (quero que fique obvio) mas mais importante que a estéctica quero uma coisa que eu me defina, e consiga chegar e dizer: Já conheço de mim mais um bocadinho.


"É tempo de parar de olhar à nossa volta, é tempo de escutar qualquer nota solta.
É tempo de agir, o novo sonho está pra vir
É tempo de avançar
Do dar ao comunicar
Agora é procurar
Alguém com quem partilhar
Partilhar alegria
Dar nova luz ao dia-a-dia
É tempo de amar
Nova vida já sorri
É tempo de parar
De escutar e de olhar
Parar, escutar e olhar
Parar, escutar e olhar"

Documentários daqueles....

Andava agora mesmo a mudar de canal à procura de alguma coisa de jeito para ver, e deparei-me com um documentário sobre as formas de execução, nomeadamente nos Estados Unidos.
O meu balanço sobre tudo o que vi é bastante negativo. Estou meia chocada até.
O jornalista andava a fazer uma investigação sobre as formas como se matava actualmente os prisioneiros, entre as quais: enforcamento, electrocussão e a "injecção da morte", e descobriu que todas elas causavam dor, e não era 100% certo que o prisioneiro fosse morto.
Encontrou então uma forma simples, rápida e indolor. Apenas com uma botija e uma máscara com gás (não sei qual, nunca fui muito virada para os nomes difíceis das ciências) em que o prisioneiro pode morrer em estado de euforia.
A minha questão toda é: Porque não haver a preocupação em acabar com a pena de morte em vez de tentar arranjar uma morte indolor? Não acabaria o mal por ser cortado logo de uma só vez?
"Estes criminosos mataram as vitimas de formas macabras, terríveis! Merecem acabar do mesmo modo" - aceito que a revolta deve ser enorme, e a dor ainda maior. Mas matar será a melhor maneira de castigar estas pessoas? Não será um castigo maior, por exemplo, prisão perpétua? Penso que a falta de liberdade para o resto da vida será pior, a vida da pessoa acaba ali.
De outro ponto de vista... não estarão as pessoas que condenam estes criminosos a ser iguais a eles? No fundo são condenados por terem tirado a vida a outra pessoa, com que direito agem eles da mesma forma que o condenado?

Enfim...coisas que mexem comigo e que me fazem desiludir com o mundo...
Ninguém tem o direito de tirar a vida a outra pessoa, mas ninguém mesmo!

São estas a mentes brilhantes das grandes potências mundiais!

"Estou para aqui assim"


Achei esta ideia muito original! É algo que nos passa completamente ao lado, que já faz parte e não devia fazer... Espelhos de tudo o que não queremos ver reflectido quando olhamos, pessoas que têm escrito na testa"Solidão". Podiamos ser tão mais para os outros, em cada dia que passa.
Um sem abrigo é muito mais do que uma pessoa que mora na rua, dorme num banco com um cartão de cobertor. É uma pessoa com uma história! (porque todos a temos) e em algum momento da sua história houve algo que fez mudar radicalmente!

Isto fez-me lembrar uma música da Mafalda Veiga que se chama "Velho". Bem sei que esta curta não é da velhice que trata, mas há uma parte da letra que diz:

Sabes? Eu acho que todos fogem de ti p'ra não ver a imagem da solidão que irão viver, quando forem como tu...um resto de tudo o que existiu!

Caramba! Esta frase faz tanto sentido! É tão verdadeira. No fundo os sem abrigo são pessoas às quais fugimos, porque no fundo temos medo da história deles, e esquecemo-nos que se estão assim é porque não houve coragem para lhes dar a mão! O seu resto de tudo são o exterior que vemos, marcado e vincado na pele.
Muitos parabéns aos autores deste despertar para a realidade!

Já agora passem aqui e deixem o vosso voto!! Eles merecem!

Faz-te ao largo, confia em Mim

"Eu nem sei o que me aconteceu, porque calhou ser eu? a ter no barco Alguém que eras Tu! Só sei do antes e o depois, do antes sensato e o depois a Teu lado, peixe meio a lado a voar...no fundo do mar"


Sim, eu não sei o que aconteceu para ir no mesmo barco em que Tu ías. Sei que quando não ando no mesmo barco que Tu, o mar agita-se, eu tenho medo e quero agarrar-me a Ti para me segurares. Às vezes apanho o barco errado, mas quando me apercebo já vou em alto mar, e nadar, por vezes, seria demasiado perigoso, apesar de saber que tu saltarias do Teu barco para me salvar.

Talvez eu vá sempre no Teu barco. Sim, pensando bem...eu vou sempre no Teu barco. Só que às vezes eu trago uma grande bagagem que ponho entre nós, e torna-se dificil de falar contigo, porque teria que gritar para o som chegar a Ti e há coisas minhas que não posso gritar, que só Tu e eu devemos saber. Então prefiro calar-me, o que também não é a melhor solução, porque parece que nos afasto.

No fundo, sempre Te conheci, mas nem sempre tive noção do quão importante És na minha vida. Antes era mais sensato calar-me quando falavam de Ti, mas o depois a Teu lado fez toda a diferença e tomei consciência de que Tu és importante de mais para fingir que não somos amigos, ou que não nos conhecemos.

Gosto de fazer coisas Contigo, não é bem as coisas por Ti que também são importantes, mas quando faço as coisas por Ti faço Contigo, por isso gosto de dizer que é isso que me faz feliz - fazermos coisas juntos!

Sim, às vezes sinto-me um peixito meio alado, porque há coisas em ti que baralhando a minha cabeça me fascinam, e me fazem querer conhecer-te mais.

Só queria perdir desculpa, pelas vezes em que o tempo, que trago na bagagem é pesado demais e fica entre nós e me impede de gritar o quanto gosto de ti, o quanto és bonito para mim, e o quanto eu gosto de falar contigo!

Prefiro ser um peixe baralhado, do que uma pessoa sensata que não arrisca ir no mesmo barco que Tu!

Obrigada por isso :)

Enfim...e disto concluo:
Somos o que aprendemos, com a dor de cada dia...

Laços

Acho que já deixei claro algumas vezes o amor enorme que sinto pelos meus avós! Ensinaram-me muita coisa, e se sou quem sou, a eles o devo em parte.
Numa das minhas unidades curriculares, foi-nos dada a tarefa de realizar uma curta-metragem à nossa escolha, para que ao realizá-la pudessemos aprender direcção de actores, câmaras, iluminação, planos, ângulos etc...
Escrevemos três histórias, e das três a minha foi a que pareceu ao grupo mais fácil de realizar.
Para escrever o argumento, bastou lembrar-me da minha relação com os meus avós, e de tudo o que faziamos quando eramos mais novos...e assim se construiu a nossa curta "Laços". Como era de esperar, precisavamos de actores da idade dos avós, e quem melhor senão eles para desempenharem o papel? Depois de alguma resmunguice, a avó lá aceitou. A Joana (minha prima) também deu a cara para desempenhar o papel de neta. No fundo, fez passar aquilo que os nossos avós são para nós.


Resumo:
"Laços" é uma curta que demonstra o carinho entre avós e netos, a dor da perda, e a valorização da vida!
Mariana, perdeu o avô António. O cravo vermelho que levava para pôr na campa, tomou subitamente um destino diferente.
Ao lembrar-se dos bons momentos com o avô, decide valorizar a sua avó, que esta sim é que precisa do seu amor agora.

Uma curta metragem de:
Andreia Silva
Carolina Simões
Rita Duque
Francisco Paramos
Hélder Pais


Avós: Muito obrigada do fundo do coração, por poder contar SEMPRE convosco! É uma honra aprender com vocês! Estiveram fantásticos!!
Joana: Obrigada pela demonstração do que é a nossa família! És importante!

Obrigada aos três pela disponibilidade,
Obrigada Deus, por esta família!

Colar(-me)

Lembro de numa das últimas aulas de Desenho A a Diana dizer-me: Não gostas de Coldplay? A minha música preferida deles é o Fix you! Tem uma letra espectacular! É mais ou menos assim:

When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse

When the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?

Esta letra faz TANTO sentido... porque são coisas que existem e acontecem a toda a gente.
São tantas derrotas que temos na vida, mas no fundo valem todas a pena. Acho que tudo o que vivemos vale a pena! Aprendemos a errar, aprendemos que não se ganha sempre, aprendemos a crescer e a olhar para trás e perceber os "para quês" do que a vida nos dá. Mas no no fundo há sempre uma luz que nos guia até casa, uma companhia que não nos deixa, um abraço que nos sabe bem e que nos tenta "consertar", na nossa dor. Eu sou mesmo uma pessoa cheia de sorte, porque nas piores alturas da minha vida houve sempre alguém disposto a "colar" o que estava partido em mim, e por vezes foi difícil, mas nunca desistiram de mim.
A partir deste dia, tornou-se impossível não gostar de Coldplay, aprendi a ser mais atenta ao que me cantam ao ouvido!
E hoje??
Qual foi a TUA desculpa para não saberes viver o dia?
Qual foi a TUA desculpa para não andares com um brilho nos olhos?
Qual é a TUA desculpa para não dançares no meio da rua?
O que te impediu de seres livre?
O que te impede de cantar?
O que te impede...?
Ando há muito tempo a tentar escrever algumas coisas que penso sobre os Homens, sem olhar a cor, credo ou nação.
A questão ultrapassando isso tudo é que somos todos feitos da mesma massa! E não interessa se somos ricos ou pobres, homens ou mulheres. Somos TODOS feitos da mesma forma! Temos a capacidade de rir quando achamos graça ou por simpatia, somos capazes de chorar porque todos nos magoamos, temos todos sonhos que queremos realizar, sorrimos quando algo nos enche o coração, até aos mais sisudos se lhe brilham os olhos quando estão apaixonados. Somos dotados de bons e maus sentimentos. Nalgum momento da vida vamos sofrer perdas, dificuldades...e há outro momento em que vamos perceber duramente que nos apetecia parar um mundo e sair por um bocado, mas não é possível, porque o mundo não vai parar porque sofremos.
Todos fazemos escolhas, e é por isso que a vida segue um rumo! Todos erramos nalgumas escolhas e todos já acertamos bem mais que uma dúzia de vezes.

O que nos difere é a educação (ou a falta dela), o respeito que fomentaram em nós, o que fazemos por nós e pelos outros, o altruísmo, a confiança, as histórias, as vivências....

mas no original, somos todos feitos da mesma massa e ninguém pode fugir a isso!

Somos o que comemos


Somos mesmo aquilo que comemos! Isto num sentido figurativo, claro! O que quero dizer é que somos o espelho da educação que nos dão, das nossas experiências, das conversas, dos momentos. Então talvez devesse dizer que somos o que nos é dado a comer.

Estamos em época dos Santos populares, e tenho andado a correr vários arraiais por aí, e tenho-me divertido bastante.
Hoje fui a um arraial preparado pelos escuteiros e aconteceu uma coisa que me deixou mesmo a pensar. Costumam andar dois meninos (um deve ter 14 e o outro uns 10) a pedir dinheiro por ali, a tentar vender pensos, a questão é que eles são extremamente mal-criados, mentirosos e indiscretos. Ninguém gosta deles, o melhor que fazem é dirigir-lhes a palavra para se irem embora. - Ponto de vista número um.


Hoje fui a um arraial preparado pelos escuteiros e aconteceu uma coisa que me deixou mesmo a pensar. Costumam andar dois meninos (um deve ter 14 e o outro uns 10) a pedir dinheiro por ali a tentar vender pensos, a questão é que eles são extremamente mal-criados, mentirosos e indiscretos. Ninguém pensa porque é que eles são assim... Estes meninos não têm uma familia como a que eu tenho, que me educou, me deu rampas de lançamento para o futuro, que me fez perceber o certo e o errado, o bom e o mau, o que posso fazer o que devo fazer e o que não posso nem devo. A família destes meninos deve dizer-lhes que se ao fim do dia não trouxerem dinheiro para casa as coisas ficam mal paradas para o lado deles. Quiçá se não lhes dão de comida, quiçá lhes batem! Ou não...pode não ser nada disto...Quiçá a família deles também já foi "educada" desta forma, e tudo o que tem para transmitir é isto. Tudo vem daquilo que nos ensinam a ser. Eles no fundo dão a cara que tanto irrita as pessoas, mas quem os faz agir assim é o passado que eles têm, que não é (digo eu pelo que vejo) um passado carinhoso. - Ponto de vista número dois.


Hoje assisti a uma cena triste, que foi expulsarem o menino mais velho de ao pé da barraquinha dos crepes, ele não estava a fazer nada só a olhar, mas as pessoas têm o pré-conceito que ele vem por mal. Ameaçaram-no e fizeram com que ele saísse: HEY! Que estás aqui a fazer!!?? Sai!;

Eu sei que não é fácil lidar com eles (é mesmo uma prova de fogo) mas deu-me imensa vontade de pegar nos dois, educá-los, mas acima de tudo dar-lhes a conhecer o que é o carinho, o amor, a amizade e o respeito.


No fundo eles não têm amor, têm a rua e os olhares de lado das pessoas, o "chô" e tantas outras coisas... Antes disto estava eu a tirar esta fotografia e o mais velho abeirou-se de mim e disse: que linda fotografia!;


O que é que eu fiz? Ignorei-o! E agora sinto-me tão mal por isso, porque agi como todos os outros...mas no fundo, eu e o que os outros temos é medo...sim, temos medo deles, porque são tão inesperados que nunca sabemos a próxima reacção...


Só espero que um dia esta criança e adolescente, encontrem um rumo para a vida longe deste mundo que eles vivem e que vai ser muito dificil sair.


"Somos o que nos é dado a comer" - defenitivamente
...E ele sentou-se ali, ao lado dela e sorriu naquele pôr-do-sol. Deram as mãos e olharam para o horizonte. Tinham a vida toda pela frente!
Ela encostou a cabeça no ombro dele, e sonhou ficar assim até ao fim dos seus dias. Não precisava de mais nada naquele homem que se tinha tornado pedaço do seu mundo. Estava disposta a aceitar todos os defeitos e todas as contrariedades da vida. Afinal, quando olhava para ele os seus olhos enchiam-se de brilho por ter alguém tão especial com quem partilhar o dia-a-dia.
Enquanto ele sentia o cheiro dos cabelos que tão bem conhecia, pensava que a melhor coisa do mundo é poder reflectir o amor na pessoa que se ama ...

E assim ficaram, naquele fim da tarde calma....

Pode ser que um dia possa acabar este meio de história...

Simplesmente apeteceu-me....

Nem sempre tens as estrelas...

Frases chave para mim:

Não tens que estar sempre certo!

Quero que saibas que não tens que ir sozinho!

Às vezes não tens que fazer as coisas por conta própria!

A dificuldade que as pessoas têm em pedir ajuda é desconfortávelmente estranha! O Ser Humano, na maior parte das vezes, com o seu orgulho afirma: NÃO PRECISO DE TI! SEI DESENRASCAR-ME SOZINHO!

Hoje dei por mim a pensar, que eu sozinha não era nada... E acho que se toda a gente olhar para si, vai chegar à mesma conclusão. Quem é que eu era sem ter alguém para falar? Quem era eu sem me sentir útil na vida de alguém? A vida não faz sentido, se não tivermos este instinto de solidariedade uns para com os outros. No entanto, há coisas que TEMOS que fazer sozinhos, para aprendermos com os erros, para crescermos, para podermos dizer baixinho para dentro "Eu consegui, consegui sozinho!" (Pergunta: Será que aquilo que achamos que fizemos sozinhos, o fizemos sozinhos de facto?)

Mas EU! sozinha...como sou?

Hoje resolvi pensar em mim...já não pensava há algum tempo, e curiosamente tentei fazer uma coisa que já me dançou na cabeça algumas vezes, mas que nunca lhe tinha ligado grande coisa. COMO É QUE OS OUTROS ME VÊM? Como é que eu ME via se estivesse no lugar de alguém? Como seria ver as minhas expressões, a maneira como falo, a maneira como o meu corpo se mexe quando me tento explicar? Achar-me-ia razoável? Talvez um bocado parva quando começo com as minhas brincadeiras...talvez me achasse alguém diferente...não sei... como é que os outros olham para mim? Como é que quero olhar para mim? O que quero eu poder achar de mim?

Como sempre, tenho mais perguntas que respostas...

E TU? Como é que olhavas para ti?

Nem sempre tens as estrelas...nem sempre podes fazer as coisas sozinho....

Desabafos...

Têm sido tempos de muito stress, muita ansiedade, alguma tristeza, pouca paz interior, dias a transbordar de coisas para fazer, más interpretações, falta de paciência, céus cinzentos, falta de abraços, falta de compreensão, falta de atenção!
Têm sido dias sem tempo, sem vontade e sem capacidade para os viver!
Gostava de saber porque é que o Ser Humano funciona assim... quando está muito cheio de algo, a sua atenção e capacidade relacional perdem-se no vazio.
Sim, tem sido vazio o que ando a viver. Tem sido vazio o que NÃO ANDO a viver. Tem sido frustração e desânimo e algumas recordações (mais do que deviam)...tem sido também distâncias e saudade.
Um tempo em que um grão de areia parece um monstro, e se transforma em bola de neve.
Não se o que me assusta é o não conseguir viver, ou tomar consciência que não tenho querido viver da maneira que melhor posso. Se calhar não tenho tido força no meio de tanto cansaço para abraçar os dias de maneira diferente.
Ninguém percebe...

Queixo-me eu de quê? Da oportunidade de estudar!?

Sou, no fundo, uma mal-agradecida...

O circo borboleta

Vale muito, muito a pena "perder" (ganhar ) um pouco de tempo a ver esta curta metragem - O circo borboleta. - É o exemplo de o esforço de um rapaz extraordinário que viu a sua vida salva por alguém que lhe soube devolver auto-estima e auto-confiança. As coisas que conseguimos quando ouvimos: Tu és capaz!!!

Ao pé desta história, consegui ver as barreiras que imponho a mim mesma quando penso que não sou capaz! Há pessoas com tantos limites físicos, mas com TANTO TANTO amor para dar! Este rapaz sem membros, na verdade chama-se Nick Vujicic, e anda pelo mundo inteiro a falar de Deus e do quão ele é feliz. O mundo inteiro devia ouvir o que este rapaz lindo tem para dizer! Uma pessoa super completa!

Se de alguma forma esta curta vos tocou, podem ver então aqui um dos pequenos testemunhos do Nick!

Saber deixar partir

Leave Me from Daros Films on Vimeo.

Não há muito que posso dizer sobre isto... deixa-me simplesmente sem palavras. Não vou dizer que a termos técnicos me agrada imenso, nem vou falar do quão bem feita está ou a ideia excelente que tiveram.

Quero simplesmente dizer que saber deixar partir é duro e dói. Mas que crescemos muito com esta aprendizagem. Dói saber que deixamos de ter as pessoas, e os momentos com elas passados.

Histórias de um autocarro


Acho que somos muito ingratos com tudo o que somos e temos.

Cá vai mais uma história no autocarro...

Lá ia com a minha música a pensar nos meus "problemas" e a queixar-me interiormente de uma série de coisas a que não tenho estado atenta, quando entra uma pessoa que se senta à minha frente. Não sei dizer se era homem ou mulher, sei apenas que tinha uma deficiência que não era trissomia 21 nem outra que eu conheça.

Esta pessoa, vinha acompanhada de uma senhora dos seus 50 e picos. Talvez fosse irmã (?) ...

Tornou-se muito duro para mim estar a ouvir músicas alegres, quando estava uma pessoa assim à minha frente, então tirei os phones doss ouvidos. Eu quis-lhe dar toda a atenção, olhá-la e percebê-la.

Aquela pessoa era tão pequenina, tinha um aspecto já de alguma idade, mas o que me fez mais confusão no meio de tudo é que no seu dedo anelar esquerdo trazia uma aliança.

Bem, talvez a senhora por quem se fazia acompanhar fosse sua mulher, e esta pessoa fosse um homem...talvez tivesse ficado com esta deficiência num acidente....mas não parecia nada!

Chegou a minha paragem, e eu saí. Foram 5 minutos muito duros, muito confusos e isso reflectiu-se no meu caminho, e levou-me para um mundo que realmente não temos noção que existe. Que é o mundo das pessoas com deficiências físicas, deficiências mentais, anomalias... eu tenho tudo, eu posso conseguir tudo! E os meus problemas ao pé de casos assim são leves penas. Todos estes trabalhos de que me queixo são uma benção, é sinal que estou a conseguir chegar mais longe, por mim!

Há tanta discriminação racial, física, psicológica, xenofobica... e nós que podemos fazer tudo normalmente sem ser olhados de lado, não sabemos reconhecer nem agradecer o completos que somos.

Esta pessoa ficou-me no coração...e muito....

Quero

...comprar papel de aguarela
...canetas de gel
...limonada
...gelados
...mar
...lápis de cor
...marcadores
...novas leituras
...BD's
...que as pessoas percebam que estou cansada
...
...mas sobre tudo
....FÉRIAS!

...estou tão cansada, é urgente uma pausa!

Posso dizer que...

...estou a morrer de saudades de Londres? E tudo me faz lembrar esta viagem? E que quero voltar lá rapidinho?

"For June who loved this garden from Joseph who allways sat beside her.
Some people do spend their all lifes together...
(...)
Come and sit with me"

É preciso abrir horizontes


Ontem foi um dia de voltar a um lugar onde já não ía há muito tempo.

É um lugar de Paz e que me traz muito boas recordações. Esse local sofreu algumas obras, a paisagem modificou, fruto de alguma ambição do Homem, mas continua a transmitir-me coisas muito profundas.
Numa das paredes estava este cartaz: "É preciso abrir horizontes". E esta frase dançou-me na cabeça o dia todo. Como é que meia dúzia de palavras podem levar-nos a pensar em tanta coisa.
Abrir horizontes em que medida? O horizonte é algo que vemos, mas não sabemos o que esconde por trás daquela linha ténue.
Acho que há imensas coisas todos os dias que nos fazem abrir horizontes, e nos fazem trabalhar as nossas ideias pré-definidas. Há barreiras a transpor, e caminhos novos por descobrir.
Eu, pessoalmente, sinto-me a abrir horizontes quando viajo e conheço o mundo, coisas diferentes, culturas diferentes, arquitecturas distintas e claro, a arte de cada lugar.
Mas não é só quando viajo que me posso sentir assim (mal de mim seria, não viajo para fora assim tantas vezes), acho que o abrir horizontes passa pelo dia-a-dia, que nos vai transformando. Há tantas conversas que me fizeram ver tão mais para além do que não via. Tantos gestos...
Isto tudo levou-me a pensar em como às vezes somos fechados à novidade, ao querer mas não ao avançar (por medo), e eu sou tão assim quando algo me foge à rotina.
O sair da minha cidade é algo que me assusta. Não sair para visitar outros sítios, mas sair para ir viver noutro pedaço de mundo. Mas lá está, isso no fundo só me vai ajudar a construir-me e a ser mais forte. A lutar por aquilo que sonho.
Afinal o que nos contrói é irmos a seu tempo saindo do que é seguro, e arriscar a novidade. "Um dia troco o certo pelo incerto" vi algures num pacote de açúcar, mas há que ganhar asas e espírito para o fazer...
Entretanto esta frase ainda me vai dar muito trabalho, porque se bem me conheço não me vai largar tão cedo...

"É preciso abrir horizontes"
"....abrir horizontes...."
"...horizontes...."

Reencontros

Há reencontros, surpresas, conversas e tantas outras coisas que nos marcam. Sabe tão bem quando ganhamos de novo a possibilidade de voltar a ter tudo isto. E tudo me leva a pensar, que há atitudes que transformam os dias em "tão mais!". Há coisas simplesmente espectaculares a acontecerem a cada minuto do nosso dia.
Tenho saudades daquelas conversas em que se vai mesmo ao fundo, e puxam pela minha cabeça mas que me fazem falar pelo coração.
Acho que os meus textos estão cada vez mais sem sentido, mas ao mesmo tempo são sentidos que vou ganhando dentro de mim que quase chego a tocar a abstracção. As pessoas no fundo, são todas feitas da mesma massa. Cada uma é responsável pelo seu crescimento pessoal e ao longo da vida se vai tornando naquilo que pode ser. Mas há pessoas tão baralhadas, tão desterradas e tão correctas, tão iguais a si mesmo. Pessoas assim fazem-me pensar muito...que eu ainda não sou tudo aquilo que posso ser, e que estou em constante mudança. Todos os dias! Todos os dias, podemos tocar o Céu!, só temos que encontrar a maneira certa. Hoje toquei o meu pedacinho, amanhã estou pronta para conquistar mais um bocado! :)

Foi um dia estranho, mas muito bom!
Há coisas que gosto mesmo. Uma delas é o meu grupo de animadores de ASJ. Somos mesmo uma familia, e sinto que temos crescido imenso juntos, e as nossas partilhas têm ajudado bastante a cimentar as coisas. Eles fazem-me falta...
É muito bom saber que tenho ali amigos para a vida, e para o que der e vier. Acho que no fundo o espírito do ASJ é esse mesmo: "Estou aqui para quando não tiveres um abrigo", no meio de tanta diferença que em vez de nos afastar nos une.

Adoro ouvir-los quando abrem o coração e mostram o que de mais verdadeiro cada um tem. É sem dúvida uma experiência fantástica esta, em que nos damos (às vezes ainda com alguma vergonha) mas que a pouco e pouco vamos sabendo ultrapassar.

Foi assim uma reunião diferente....

Umas conversas diferentes...

Uns abraços diferentes...

Um quentinho diferente....


Nalgum lugar perdido

"Olhar-te um pouco
Enquanto acaba a noite
Enquanto ainda nenhum gesto te magoa
E o mundo for aquilo que sonhares
Nesse lugar só teu

Olhar-te um pouco
Como se fosse sempre
Até ao fim do tempo, até amanhecer
E a luz deixar entrar o mundo inteiro
E o sonho se esconder

Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti

Enquanto dormes
Por um momento à noite
É um tempo ausente que te deixa demorar
Sem guerras nem batalhas pra vencer
Nem dias pra rasgar

Eu fico um pouco
Por dentro dos desejos
Por mil caminhos que são mastros e horizontes
Tão livres como estrelas sobre os mares
E atalhos pelos montes

Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti"

Mafalda Veiga

Porque há sempre uma pequena parte que fica, e não se esquece nunca.

Estava aqui a pensar que das poucas coisas que nascem e continuam para além da morte é o Amor (arrisco-me a dizer a única, mas não tenho a certeza).
E ultimamente tenho pensado muito no que é que nos faz apaixonarmo-nos por alguém. Não encontro grandes coisas, grandes razões...sei que de facto há algo que aos poucos se torna mágico, que começa na cabeça, dá a volta ao coração e chega aos olhos que ficam brilhantes. Mas o que é que nos faz gostar de alguém? São as qualidades dessa pessoa? É a atenção que nos dá? É a força com que encara a vida?
Apesar de já ter estado muito muito apaixonada continuo sem saber definir muito bem este sentimento. Só sei que ele nos move a fazer coisas que achamos que nunca fariamos...e que é uma coisa muito genuína, e muito cá de dentro, que tanto nos dá dores de barriga como alegrias enormes.
Acho que somos complexos demais, e mesmo assim faltam-nos palavras para nos explicarmos. Só sei que amar é um dom...é o dom de construir algo a partir do zero com alguém que nos toca, e que na nossa liberdade nos prende. Alguém que nos faz trocar o "eu" pelo "nós" e quer ter connosco um projecto em comum, com todas as diferenças que existem.
É simplesmente bonito encontrar dentro de nós esta capacidade de nos darmos aos outros.

Sabes qual é a melhor coisa da vida?

É olhares para o que viveste e reparares que cresceste no teu sofrimento.
É teres (dentro do possível) agido de acordo com a tua consciência.
É saberes que nunca arranjaste intrigas para magoar os outros.
É dormires em paz porque a vingança a que os outros te instigavam nunca fez parte, porque não te ía levar a lado nenhum.
É olhares para a tua história, e perceberes que não a fizeste sozinho.
Veres que te foste livrando de ódios e rancores.
É saberes ser mais tu a cada dia que passa...mesmo na tua pequenez!
"Fazer, falar, esperar o vir de alguém. Algo que se faz compreender: que amar é se dar pelo outro.
(...)
Alguém me fitou: num coma dentro da cidade onde o silêncio me faz sofrer,a minha vida me ensinou que há tempo. Que nem tudo nem todos se perderam! A inocência é boa pra quem sabe amar, sabe entender que nem todos chorarão."

Rosa de Saron . No meu coração