Ora aqui está uma coisa que me tira do sério.
Com que então o número de abortos ia baixar por ser legal...não se estava mesmo a ver?
Quantas vidas foram "interrompidas" porque a facilidade chegou ao extremo? A interrupção voluntária da gravidez, não está a ser feita como ultimo recurso, está a ser feita como método contraceptivo! Incrível como se brinca assim com a Vida Humana.
Por favor...não se venham queixar que Portugal é um País envelhecido, enquanto os apoios forem dados às "interrupções". Afinal somos tão modernos...temos que acompanhar a Europa (por este andar, só for de bengala e com uma dentadura no lugar dos dentes).
Podem ler a notícia aqui
Exercícios Espirituais
Finalmente me sinto capaz de partilhar uma das experiências mais fantásticas que vivi até hoje. Uma experiência de silêncio, abandono e profundo encontro.
Foi há cerca de quinze dias.
Acho bastante humano o medo do desconhecido, mas acho igualmente humana, a capacidade de nos lançarmos para novos desafios mesmo sem saber muito bem o que serão eles. Estou a falar de Exercícios Espirituais. Três dias de silêncio (logo eu que gosto tanto de falar).
Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, são uma viagem. No meu caso, foi uma viagem de três dias, uma escuta e um objectivo. Não é o silêncio pelo silêncio, nem o silêncio descabido de estar simplesmente calada porque não posso falar. É estar em silêncio para escutar. Escutar o quê? No meio dos dias, da confusão e dos mil afazeres, é muito difícil parar e perceber o que é que Deus quer de nós - o estar atenta para conseguir uma maior liberdade afectiva - que não é um desprendimento, mas um encontrar-me no meio do que sinto; É arrumar as ideias na estante.
Descobri que as maiores viagens que podemos fazer, são ao nosso interior e que não vamos de maneira nenhuma sozinhos. Ajudam-nos a descobrir um bocadinho mais do que somos. Percebi que a linguagem muitas vezes é uma fonte de mal-entendidos. As palavras podem ferir, assim como as expressões utilizadas. Há coisas maravilhosas que se constroem no silêncio - como a cumplicidade, o discernimento e o entendimento.
Deus está em todas estas descobertas. Não existe para me resolver os problemas, mas estará sempre para me ajudar a resolvê-los. Faz-se à estrada comigo quando experimento a desilusão, a frustração e o desencanto. Eu, como Ser Humano, sou a minha história e bocadinhos das histórias dos que me rodeiam. Para isso, preciso de ter quem amo dentro de mim. Só há amor quando os outros estão dentro do nosso coração e Jesus, vem mostrar-nos que estamos todos dentro do coração Dele. A Fé como relação, também precisa de afectos, de detalhes e pequenas surpresas. É uma história que se vai construindo como qualquer outra - feita de altos e baixos e desalentos.
No fim de tudo isto, percebi que só há mesmo uma Pessoa que me conhece no mais profundo do que sou, essa Pessoa é Deus. Qualquer relação humana, por mais bem construida e segura que seja, me vai desiludir de alguma forma e isso é completamente natural.
Os Exercícios Espirituais, não se tratam de uma abstracção da realidade - isso não seria de Deus, porque Ele está no concreto, no prático, na acção; São dias de parar e dar lugar a Alguém que nos coloca sempre em primeiro. Alguém que nos tem ternura e carinho, em que a oração e o silêncio, estão acentes em pistas de oração diárias.
Há duas linguagens. A das pessoas que conseguem ver para além do óbvio (onde Deus está presente) e a daqueles que não percebem nada (por não ser tempo, porque não se deixam tocar ou porque têm uma ideia errada de Deus).
Para quê complicar?
O P. partilhou no facebook este delicioso texto.
Não pude deixar de fazer o mesmo.
Afinal de contas, Deus é simplicidade...para quê complicar?
"Não sei bem o que querem dizer algumas palavras dos crescidos quando falam do Jesus e nem consigo dizer direito rechuci-reçuchi-reçuchitado. Mas sei o que quer dizer ter um amigo de verdade que nunca faz de conta que não me conhece nem nunca tem nada mais importante para fazer do que estar comigo e cuidar de mim.
Se é isso que os crescidos estão a dizer do Jesus quando dizem que ele estava morto mas Deus não deixou, então eu percebo. Se é outras coisas, então não, e não me importo. Se não estão a dizer nada de especial, que é o que às vezes me parece, então é pena. Sei que Jesus é meu amigo e não acredito que ele está vivo porque alguém mo disse. Sei que o Jesus está vivo porque está perto de mim. É por causa dele estar sempre comigo que eu sei que ele está vivo. Estas coisas não se sabem por ouvir dizer, pois não? Há muitas maneiras de estar com alguém e o Pai do Céu do Jesus sabe de uma maneira de poder estar sempre perto sem nunca nos obrigar a acreditar nisso.
É fantástico, não é? Mas eu acredito.
Rui Santiago Cssr
Coisas pequenas, feitas com Amor
Abri a porta.
Sorriu para mim e fez daquele instante curtinho, uma eternidade.
O plano mudou. Sem entender muito bem como ou porquê, saltou-me à vista uma flor.
Há coisas tão pequenas, tão minimas mas tão cheias de amor.
O valor destes momentos não se pode quantificar.
Se repararmos nos gestos, seremos tão mais preenchidos. Não é pela flor, é por tudo o que está por de trás dela.
Tens de ter muita paciência.
Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada.
A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes sentar-te cada dia mais perto...
A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes sentar-te cada dia mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
(...) disse a raposa. — Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...
in "O principezinho"
Já dizia a Madre Teresa de Calcutá: "Coisas pequenas, feitas com Amor"
Era uma vez...
Hoje começa uma nova história.
Uma história discernida, pensada mas também amada.
Uma história a três (daquelas a sério). Que nos deixam com um brilho nos olhos e uma felicidade que quase rebenta o peito.
"Só há amor quando os outros estão dentro de nós"
Enfim...uma história bonita!
"Se depois de eu morrer quiserem escrever a minha biografia
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus"
Fernando Pessoa
Não é maravilhoso? Talvez seja bom relembrar..."Tu és pó e ao pó hás-de voltar".
E assim somos pequenos.
Coisas que eu (não) sei
A principio é difícil.
Estamos fechados na nossa concha. O silêncio não é cómodo.
Depois, lentamente (porque acredito que as grandes coisas precisam de tempo) vamos dançando e conhecendo o ritmo de cada um.
Tudo passa pela cara limpa, o sorriso único e a firmeza das convicções. Chegamos mais dentro, mais fundo. Percebemos que caminhos necessários, mas sobretudo percebemos que há coisas a moldar.
Queremos desiludir-nos e ver o que realmente existe de verdadeiro - é uma busca.
Há o balançar do entendimento e há as arestas a limar.
Sei de pouco. Sei de muito.
"Sentir" é-me quente. É-me claro. Talvez seja a única coisa de que sei realmente falar, sem me atrapalhar, tendo as ideias arrumadas - os afectos; Sei falar de mim e, mesmo que não saiba o que quero, sei o que não quero. Porque para ser para os outros, tenho que me conhecer a mim primeiro e não há outra maneira de chegar a mim, senão, tentando ser eu própria. Sem máscaras.
Em tudo isto está Deus.
Mostrando-Lhe o meu coração tal como é...pequenino, desajeitado, mas com uma sede e vontade enorme de saber querer o que Ele quer para/de mim. Aprendendo a não trancar o que sinto e dizê-lo aos outros.
Tu És
"Tu És a primeira estrela da manhã
Tu És a nossa grande saudades
Tu És o Céu claro depois,
Depois do medo de nos perdermos
E voltará a vida sobre este mar.
Tu És o rosto único da Paz
Tu És nas nossas mãos a esperança
Tu És o vento novo sobre as nossas asas,
Sobre as nossas asas soprará a vida
E encherá as velas sobre este mar...
Soprará, soprará o vento forte da vida
Soprará sobre as velas e as encherá de Ti!
Soprará, soprará o vento forte da vida
Soprará sobre as velas e as encherá de Ti."
História de um homem que se fez pequeno, sendo grande
Há muitos anos, num lugar muito longe daqui, aconteceu algo bastante difícil de perceber.
Um homem foi julgado injustamente por assumir quem de facto era.
Defendeu a verdade até ao fim e aceitou todas as suas consequências - o preço de ter uma só cara e um só coração.
Era um homem brincalhão, honesto, inteligente, forte, meigo e ía de encontro aos que eram marginalizados por todos. Deixou de lado o pré-conceito e lavou os pés aos seus amigos (mesmo sabendo que o negariam mais tarde). Ia ter com os pobres, fazia milagres e punha toda a gente a pensar. Era um excelente contador de histórias. Nunca roubou, nem matou. Mesmo assim, foi pregado a uma cruz e coroado com espinhos. Teve sede e deram-lhe vinagre para beber. A Mãe assistiu a tudo. Ambos sofreram na pele a dor que a pessoa humana pode sentir.
A história poderia ficar por aqui...e seria só mais uma história triste, como tantas as que acontecem todos os dias.
O que o faz ser quem é, foi o que se passou depois...
Três dias mais tarde, tal como havia prometido, este Homem venceu a morte - ressuscitou!;
Trouxe-nos de novo a esperança do Acreditar. Fez-nos perceber que o Amor nos leva mais longe e que toda a morte tem uma ressurreição. Precisamos de morrer muitas vezes, muitos dias, durante a nossa vida - morrer para muitas coisas.
Jesus, foi o maior exemplo de Entrega, Honestidade, Verdade. Quem acredita no Amor, tem que acreditar n'Ele, porque Ele é o próprio Amor.
Este Homem marcou de tal forma a Humanidade que determina a passagem do Tempo, mesmo sendo o "antes" e o "depois". Caminha entre nós, todos os dias. Não se ri de nós, ri-se connosco, dança connosco, chora connosco - é muito mais do que um simples Amigo - Ele é connosco.
Tenho muita sorte em conhecê-Lo.
Uma vez disseram-me: Quando Jesus me tocou, nunca mais pude ser o mesmo; e é isto! A partir do momento em que Lhe chegamos perto, só queremos ser como Ele, pelo exemplo fantástico que Ele é!
É por Ele que quero ser eu em todas as coisas, que quero perceber antes de julgar, que quero olhar e reparar.
E quem faz a experiência de Deus na sua vida, é necessariamente mais feliz.
Obrigada Senhor, por TUDO o que És!
Um homem foi julgado injustamente por assumir quem de facto era.
Defendeu a verdade até ao fim e aceitou todas as suas consequências - o preço de ter uma só cara e um só coração.
Era um homem brincalhão, honesto, inteligente, forte, meigo e ía de encontro aos que eram marginalizados por todos. Deixou de lado o pré-conceito e lavou os pés aos seus amigos (mesmo sabendo que o negariam mais tarde). Ia ter com os pobres, fazia milagres e punha toda a gente a pensar. Era um excelente contador de histórias. Nunca roubou, nem matou. Mesmo assim, foi pregado a uma cruz e coroado com espinhos. Teve sede e deram-lhe vinagre para beber. A Mãe assistiu a tudo. Ambos sofreram na pele a dor que a pessoa humana pode sentir.
A história poderia ficar por aqui...e seria só mais uma história triste, como tantas as que acontecem todos os dias.
O que o faz ser quem é, foi o que se passou depois...
Três dias mais tarde, tal como havia prometido, este Homem venceu a morte - ressuscitou!;
Trouxe-nos de novo a esperança do Acreditar. Fez-nos perceber que o Amor nos leva mais longe e que toda a morte tem uma ressurreição. Precisamos de morrer muitas vezes, muitos dias, durante a nossa vida - morrer para muitas coisas.
Jesus, foi o maior exemplo de Entrega, Honestidade, Verdade. Quem acredita no Amor, tem que acreditar n'Ele, porque Ele é o próprio Amor.
Este Homem marcou de tal forma a Humanidade que determina a passagem do Tempo, mesmo sendo o "antes" e o "depois". Caminha entre nós, todos os dias. Não se ri de nós, ri-se connosco, dança connosco, chora connosco - é muito mais do que um simples Amigo - Ele é connosco.
Tenho muita sorte em conhecê-Lo.
Uma vez disseram-me: Quando Jesus me tocou, nunca mais pude ser o mesmo; e é isto! A partir do momento em que Lhe chegamos perto, só queremos ser como Ele, pelo exemplo fantástico que Ele é!
É por Ele que quero ser eu em todas as coisas, que quero perceber antes de julgar, que quero olhar e reparar.
Já não sou eu que vivo, és tu quem vives em mim
Em tudo Jesus és o meu tudo
Em tudo, Jesus é o meu tudo em tudo, em tudo...
Jesus és o meu tudo.
E quem faz a experiência de Deus na sua vida, é necessariamente mais feliz.
Obrigada Senhor, por TUDO o que És!
Nos desenhos animados
Há dias meio perdidos.
Talvez o tempo não ajude. Talvez as pessoas não ajudem ou talvez seja o vazio do deixar.
Tenho muito carinho por um pequeno livro que comprei há uns anos. Chama-se: "Quero falar-te dos meus sentimentos". Nesse livro, fazem uma analogia entre o diálogo e um jogo de atirar a bola. Podemos ver as conversas de diferentes maneiras. Quando eu atiro a bola (discurso) e a pessoa a apanha, estabelece-se um diálogo. Mas nem sempre a pessoa a apanha, ou eu posso atirá-la para muito longe e aí existe um monólogo.
Tenho sentido que ao "atirar a bola", muitas vezes do outro lado não há uma receptividade para a apanhar e isso custa-me muito. Custa-me a falta de transparência, de coerência e verdade.
Aos poucos vou entrando no mundo real e vou conhecendo a cabeça dos que me rodeiam (é de facto complicada). Não é "entendendo" é "conhecendo". De facto, é-me difícil entender que as pessoas não pensam que com simples palavras podem magoar e que se calhar, por trás de um silêncio, há uma dor escondida. Cada vez se pedem menos desculpas e cada vez menos se reconhece que se errou.
Não há nada de mal sermos nós em todas as coisas.
Não há nada de mal na verdade.
Não há nada de mal em dizer o que sentimos, mas com palavras que não firam o outro.
Ora bolas!..
Talvez o tempo não ajude. Talvez as pessoas não ajudem ou talvez seja o vazio do deixar.
Tenho muito carinho por um pequeno livro que comprei há uns anos. Chama-se: "Quero falar-te dos meus sentimentos". Nesse livro, fazem uma analogia entre o diálogo e um jogo de atirar a bola. Podemos ver as conversas de diferentes maneiras. Quando eu atiro a bola (discurso) e a pessoa a apanha, estabelece-se um diálogo. Mas nem sempre a pessoa a apanha, ou eu posso atirá-la para muito longe e aí existe um monólogo.
Tenho sentido que ao "atirar a bola", muitas vezes do outro lado não há uma receptividade para a apanhar e isso custa-me muito. Custa-me a falta de transparência, de coerência e verdade.
Aos poucos vou entrando no mundo real e vou conhecendo a cabeça dos que me rodeiam (é de facto complicada). Não é "entendendo" é "conhecendo". De facto, é-me difícil entender que as pessoas não pensam que com simples palavras podem magoar e que se calhar, por trás de um silêncio, há uma dor escondida. Cada vez se pedem menos desculpas e cada vez menos se reconhece que se errou.
Não há nada de mal sermos nós em todas as coisas.
Não há nada de mal na verdade.
Não há nada de mal em dizer o que sentimos, mas com palavras que não firam o outro.
Ora bolas!..
Hoje estou para isto e há tão poucos que o percebem!
Ninguém está habituado a (re)parar.
"Nos desenhos animados, nunca, quase nunca acaba mal"
Obrigada por tanto, Mãe!
Certeza
A certeza de que estamos sempre a começar,
A certeza de que precisamos de continuar,
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo,
Da queda um passo de dança,
Do medo uma escada,
Do sonho uma ponte,
Da procura um encontro,
E assim terá valido a pena existir!"
Fernando Pessoa
O amolador de facas
Tenho o corpo estendido e a janela aberta.
Lá fora, oiço o som do amolador/afiador de facas. É-me estranho neste rodopio de carros, aviões, cafés e mil afazeres. Mais estranho, é perceber que ele existe e anda pelas ruas a tentar ser visto. Aqui?
Se não fosse o som, não saberia que ele se passeia entre as gentes desta cidade (e que grande cidade).
Há qualquer coisa na pequenez deste gesto que me desperta e impele a pensar.
É o pequeno sinal da música que lhe associo.
Estendi-me derrotada na cama, por não saber lidar com algumas situações (aquelas em que me sinto pequena e me apetece ficar simplesmente enrolada), mas agora que o oiço percebo que muitas vezes a marca que deixamos não é visível.
Não será o próprio Deus semelhante?
Anda por entre as ruas, dá-nos sinais, mas nem todos os vemos. Nem todos O escutamos. Talvez porque nunca paramos por momentos para ouvir o que Ele nos pode dizer. Anda entre nós disposto a limar as nossas arestas, dando o melhor de si. Tal como o amolador não se impõe, assim reconheço Deus. Com calma, apenas chamando aqueles que O conseguem ouvir.
Lá fora, o som do apito continua...
Nunca vi este amolador. Provavelmente nunca verei...
Mas o som da sua passagem continuar-me-à presente.
Aos meus amigos, irmãos que escolhi
Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.
Os amigos que nos fazem sentir amados sem porquê.
Que têm o jeito especial de nos fazer sorrir.
Que sabem tudo de nós, perguntando pouco.
Que conhecem o segredo das pequenas coisas que nos deixam felizes.
Obrigado, Senhor, por essas e esses,
sem os quais caminhar pela vida não seria o mesmo.
Que nos aguentam quando o mundo parece um sítio incerto.
Que nos incitam à coragem só com a sua presença.
Que nos surpreendem, de propósito, porque acham mal tanta rotina.
Que nos dão a ver um outro lado das coisas (...).
Obrigado pelos amigos incondicionais.
Que discordam de nós, permanecendo connosco.
Que esperam o tempo que for preciso.
Que perdoam antes das desculpas.
Essas e esses são os irmãos que escolhemos.
Os que colocas a nosso lado para nos devolverem a luz aérea da alegria.
Os que trazem até nós o imprevisível do teu coração, Senhor.
Pe. Tolentino de Mendonça
Os amigos que nos fazem sentir amados sem porquê.
Que têm o jeito especial de nos fazer sorrir.
Que sabem tudo de nós, perguntando pouco.
Que conhecem o segredo das pequenas coisas que nos deixam felizes.
Obrigado, Senhor, por essas e esses,
sem os quais caminhar pela vida não seria o mesmo.
Que nos aguentam quando o mundo parece um sítio incerto.
Que nos incitam à coragem só com a sua presença.
Que nos surpreendem, de propósito, porque acham mal tanta rotina.
Que nos dão a ver um outro lado das coisas (...).
Obrigado pelos amigos incondicionais.
Que discordam de nós, permanecendo connosco.
Que esperam o tempo que for preciso.
Que perdoam antes das desculpas.
Essas e esses são os irmãos que escolhemos.
Os que colocas a nosso lado para nos devolverem a luz aérea da alegria.
Os que trazem até nós o imprevisível do teu coração, Senhor.
Pe. Tolentino de Mendonça
"Vede como eles se amam"
"Não sabia como começar a escrever. Resolvi pedir ajuda ao Gabriel.
- Gostas de viajar? - perguntei.
Os olhos brilharam; sorriu e acenou com a cabeça, dizendo que sim.
Tem três anos, mas vê-se logo que sabe o que quer.
- Porquê? O que é viajar?;
Fitou-me só, sem responder. Fiquei na dúvida se teria percebido a pergunta e repeti mais devagar:
- Sabes o que é viajar?
Então surpreendeu-me, encolhendo os ombros e desviando a atenção para o que estava a fazer antes de começar a conservar. Ele percebia a pergunta, mas não sabia responder.
"Caminho". "Comunidade". "Encontro". São palavras destas que me fazem que me fazem compreender o Gabriel. Quem já experimentou, fala de contrariar a rotina e da oportunidade de ser verdadeiramente "eu" (na certeza que o "eu" de cada um é único, irrepetível e fascinante). Contam que a alegria é tão profunda que fica connosco mesmo quando se regressa a casa. Mas, apesar do relato entusiasta de tudo o que se vive e sente, quase ninguém consegue explicar ao certo o seu "conceito". Os olhos brilham e sabemos que é bom. Mas tenos alguma dificuldade em perceber o que se passa.
Hoje, o desafio é grande. Propomo-nos a partir para longe: muitos quilómetros, muitas horas de viagem. No destino, a certeza de uma novidade intensa - de espaços, pessoas e sons. Tudo isto nos enche de imediato. Mas, no fim de contas, a provocação vai muito mais além: deixar de procurar o significado literal e ir em busca do sentido último. E esse sentido está em Deus (a palavra mais inexplicável de todas). Esse último sentido, resume-se num vocábulo só: o "Amor".
Que o bom Pai nos ajude, a cada um, a deixar que a viagem que agora começamos não seja só exterior. Que se espraie para bem fora do desenho da estrada e nos inunde; nos transforme. Por certo que, quando percorrermos o caminho de volta, o sentiremos diferente - porque nós seremos pessoas diferentes.
Desejo que, em breve, se alguém nos perguntar sobre esta peregrinação, os nossos olhos brilhem sem que saibamos falar do Amor que experimentámos. E que, como o Gabriel, nos sintamos pequenos."
Como estas palavras são suficientes para explicar o inexplicável, fica o brilho nos olhos.
- Gostas de viajar? - perguntei.
Os olhos brilharam; sorriu e acenou com a cabeça, dizendo que sim.
Tem três anos, mas vê-se logo que sabe o que quer.
- Porquê? O que é viajar?;
Fitou-me só, sem responder. Fiquei na dúvida se teria percebido a pergunta e repeti mais devagar:
- Sabes o que é viajar?
Então surpreendeu-me, encolhendo os ombros e desviando a atenção para o que estava a fazer antes de começar a conservar. Ele percebia a pergunta, mas não sabia responder.
"Caminho". "Comunidade". "Encontro". São palavras destas que me fazem que me fazem compreender o Gabriel. Quem já experimentou, fala de contrariar a rotina e da oportunidade de ser verdadeiramente "eu" (na certeza que o "eu" de cada um é único, irrepetível e fascinante). Contam que a alegria é tão profunda que fica connosco mesmo quando se regressa a casa. Mas, apesar do relato entusiasta de tudo o que se vive e sente, quase ninguém consegue explicar ao certo o seu "conceito". Os olhos brilham e sabemos que é bom. Mas tenos alguma dificuldade em perceber o que se passa.
Hoje, o desafio é grande. Propomo-nos a partir para longe: muitos quilómetros, muitas horas de viagem. No destino, a certeza de uma novidade intensa - de espaços, pessoas e sons. Tudo isto nos enche de imediato. Mas, no fim de contas, a provocação vai muito mais além: deixar de procurar o significado literal e ir em busca do sentido último. E esse sentido está em Deus (a palavra mais inexplicável de todas). Esse último sentido, resume-se num vocábulo só: o "Amor".
Que o bom Pai nos ajude, a cada um, a deixar que a viagem que agora começamos não seja só exterior. Que se espraie para bem fora do desenho da estrada e nos inunde; nos transforme. Por certo que, quando percorrermos o caminho de volta, o sentiremos diferente - porque nós seremos pessoas diferentes.
Desejo que, em breve, se alguém nos perguntar sobre esta peregrinação, os nossos olhos brilhem sem que saibamos falar do Amor que experimentámos. E que, como o Gabriel, nos sintamos pequenos."
Como estas palavras são suficientes para explicar o inexplicável, fica o brilho nos olhos.
A cada dia que passa, peço a Deus a dom de O conseguir sentir na minha vida, na minha realidade, nos meus projectos.
Vou percebendo que quando Lhe entrego as minhas dores, os meus medos e os meus pecados, Ele faz de mim uma nova mulher, mais feliz, mais confiante. Há muitas coisas que não percebo, mas que têm sido uma benção.
A verdadeira liberdade é aquela que alcanço quando Nele confio.
Eu gosto das coisas simples. Deus não é complicado.
Gosto da calma e de perceber o que vem Dele. Gosto de Lhe dizer "sim" e sentir que estou no caminho que Ele escolheu para mim. Acredito na construção da confiança e na Verdade.
Sei que tudo isto vem Dele. Tudo o que o Amor pode, vem Dele, porque Ele é Amor.
Hoje, estas frases tocaram-me em especial:
Não basta falar, nem escutar, é preciso aprender.
Há ambientes onde é preciso coragem para falar e coragem para calar.
Há momentos em que o silêncio é ouro e outros sabedoria.
É tão fácil não cumprir o que se promete.
De facto é tão fácil irmos na corrente.
Mas é tão mais gratificante quando fazemos o que está certo.
Luz terna e suave no meio da noite, leva-nos mais longe.
(re)encontros
Há sempre uma pequena surpresa à espreita, por muito cansados que sejam os dias.
Ontem foi uma noite de (re)encontros inesperados, mas tão bonitos que me encheram a alma. Os abraços ainda sabem melhor, depois de um pouco esquecidos.
Iamos devagarinho, com um objectivo traçado. De repente ouvimos aplausos e resolvemos entrar. Por ali, cantava-se José Afonso e as guitarras soavam a esta cidade de histórias. É como se o tempo parasse e pudessemos recordar. Encostei a cabeça na pedra fria e fechei os olhos. Sabe bem. Soube bem.
Sentimos que, de facto, podemos ter asas e raízes. Fazemos parte de muitos lugares, mas este será sempre "O" lugar, onde não há medo, onde não nos perdemos, onde sabemos de cor um ritmo tão nosso.
Ontem foi uma noite de (re)encontros inesperados, mas tão bonitos que me encheram a alma. Os abraços ainda sabem melhor, depois de um pouco esquecidos.
Iamos devagarinho, com um objectivo traçado. De repente ouvimos aplausos e resolvemos entrar. Por ali, cantava-se José Afonso e as guitarras soavam a esta cidade de histórias. É como se o tempo parasse e pudessemos recordar. Encostei a cabeça na pedra fria e fechei os olhos. Sabe bem. Soube bem.
Sentimos que, de facto, podemos ter asas e raízes. Fazemos parte de muitos lugares, mas este será sempre "O" lugar, onde não há medo, onde não nos perdemos, onde sabemos de cor um ritmo tão nosso.
Há qualquer coisa no voltar
A calma faz parte deste voltar e os lugares são quente. O tempo passa normalmente, nem depressa, nem devagar. Chego a horas mesmo que faltem só cinco minutos. Recebo abraços e fico paredes meias com algumas mudanças.
Há qualquer coisa no voltar aos lugares... um cheiro que nos acalma e nos faz sentir que pertencemos ali.
Hoje voltei. Recordei sorrisos, histórias, partilhas, momentos, sentimentos, fases...
Há lugares que são tão nossos que não precisam das pessoas que por eles passeiam.
São cantos do tempo onde crescemos e recebemos força para seguir com a vida. Onde a Verdade pode ser conjugada com a realidade.
São recantos que preciso para respirar de vez em quando. Onde me apresento diferente, mas com a mesma alegria dos reencontros.
Há qualquer coisa no voltar.
(muito boa)
(muito boa)
Memórias
A Memória é talvez a única coisa que nos pertence.
Só pode ser roubada pelo Tempo que nos leva ao esquecimento.
Lembro-me do quente da mão da Avó nas minhas costas, dos jogos com o Avô e da sua infindável paciência, do beijo de "boa noite" do Pai e da forma inigualável de me tapar com os lençóis, da Mãe a embalar o mano e da primeira vez que o vi - era tal e qual como o sonhei - lindo!
Lembro-me de ser tão pequena que achava a Mãe enorme. Devia dar-lhe abaixo do joelho e ela usava aquela saia roxa de Inverno.
Lembro-me dos piqueniques em família, de me pendurar nos Pinheiros, de rebolar na areia, de sentir o quente do casaco do Pai sobre os ombros quando eu tinha frio. Consigo sentir as minhas mãos unidas às da Mãe, no mar, enquanto saltávamos nas ondas e, tudo isto, continua a ser eterno, apesar de hoje já não o viver.
Lembro-me do primeiro dia de infantário e da despedida Mãe. "Onde foi a minha Mãe?" perguntei eu. Os meus colegas estavam a pintar, talvez eu gostasse de experimentar também. Olhei para todas as cores e escolhi a amarela. Pintei um sol, que ainda hoje guardo. Creio que foi aí que descobri tudo o que podia ser. Talvez tenha começado antes, mas a minha memória diz-me que a minha história começou aí.
A minha história é feita destas Memórias e de Passado.
Gosto muito de viver.
Não tenho medo de morrer, mas também não tenho pressa. Sei simplesmente que vai acontecer e que a cada dia me aproximo mais do recomeço. Tenho medo sim, das pessoas que poderão morrer primeiro que eu, isto porque as amo e, sem elas, a Vida parece-me vazia.
Há muitas pessoas que já não estão na minha vida, mas que eu guardo na Memória - na parte onde cabem as Saudades e a Nostalgia.
Eu faço as coisas com o coração. Ensinaram-me a ser honesta e verdadeira com todos, mas sobretudo comigo. Magoo-me facilmente, porque muitas vezes não me sei desiludir. Custa-me o confronto, assim como a humilhação. Custa-me não entender as atitudes e os "porquês". Não percebo a vingança nem a sede de poder. Não faço tensões de mudar o mundo, porque nunca vou conseguir e desde cedo percebi. Quero simplesmente chegar ao fim e dizer: mudei a vida das pessoas que tive à minha volta! Consegui passar-lhe algo bom!; Não quero ter balúrdios, nem barcos, nem mansões. Quero casar e ser capaz de educar bem os meus filhos. Formar pessoas honestas e boas. O mundo precisa de pessoas boas! Não quero ser feliz. Não! Eu já sou feliz. A felicidade não está no futuro nem aparece. A felicidade está agora e constrói-se. Está no apostar em alguém, em decidir arriscar, ter fé e acertar. Ter fé não é mais do que dizer "eu confio em ti!".
Penso que tudo isto não faz de mim fraca, parva ou alguém sem ambição. Estou unicamente à procura do meu caminho, sem pressas, sem angústias, com o ritmo do coração a bater ao ritmo do de Deus. Tudo se resume ao querer acertar o passo no ritmo certo.
É isto que me vai na alma...
São as memórias e os risos que guardo cá dentro.
Peço-te, Tempo...não me leves nunca as Memórias.
Do meu Terraço...
Ontem, antes de adormecer resolvi ir até à pequena varanda.
Na verdade, é um terraço sobre um saguão. Não tem nenhuma vista em especial, mas há qualquer coisa nele - talvez o facto de não ter tecto...e de o sentir tão meu (e quando as coisas "são nossas" ganhamos-lhes uma estima e um carinho diferentes).
Tenho pena que as máquinas fotográficas não consigam ainda registar na perfeição o que o nosso olho vê. Estava um lindo céu estrelado e a luz da Lua incidia de tal maneira no meu terraço, que parecia uma lâmpada fluorescente. Há momentos em que só precisamos de inspirar e expirar, devagar, sem pressa.
Hoje voltei lá pela manhã e olhei o mesmo céu. Como é que num curto espaço de tempo a paisagem muda tanto? De negro estrelado passa a azul claro. O espaço é o mesmo, eu encosto a cabeça no mesmo lugar e...
Há qualquer coisa de especial na vida...
Talvez o tomar consciência da pequenez que somos. Perceber que tudo gira numa calorosa harmonia à nossa volta. E tudo isto mete Amor...
O Amor está sempre metido ao barulho. É por Amor que existe este equilíbrio, porque o próprio Amor o criou para nós. E é isso que me faz sentir pequena, mas preenchida. É isso que vai tapando ao logo do tempo as lacunas de afecto que todos temos.
De repente, este espaço tornou-se o palco das grandes conversas cá de casa - daquelas profundas e com sentido que nos despenteiam por dentro.
Do meu terraço vejo o rio, os carros, o movimento...mas, sobretudo, vejo o Céu.
Os dias
Os dias têm sido um misto do querer ser e poder ser, vividos no meio da entrega de cada momento. Das surpresas, dos sorrisos e do gostar mais.
É bom estar aqui. Sinto-me bem. É bom saber de mim e saber dos que me são queridos.
"Podes ter asas e raízes".
Vou aprendendo que o que somos, tem que transparecer. Por vezes, as maiores barreiras são erguidas por nós. Descobri que não podemos viver sem a nossa maior paixão durante muito tempo. Acabamos por bloquear em tudo o resto. Gosto muito do que faço e dá-me muito gozo estar realizada nos meus projectos. Olho para trás e vejo que tudo tinha mesmo que ser assim. As incertezas vão-se desvanecendo.
Hoje falava com a C. sobre a liberdade e, sem querer e sem pensar, saiu-me um: quanto mais sou de Deus, mais livre sou, mais livres são as minhas relações; no fundo tudo se resume a querer fazer as coisas bem, com honestidade e verdade - verdade para os outros, mas sobretudo para mim mesma.
Por aqui tenho um telhado acolhedor de onde vejo o rio e o pôr do sol. Sou tão feliz por isso! "Não é preciso correr não é urgente chegar, o que é preciso é viver".
E assim, passam os dias com a confiança que a cada passo tenho Alguém comigo.
É bom estar aqui. Sinto-me bem. É bom saber de mim e saber dos que me são queridos.
"Podes ter asas e raízes".
Vou aprendendo que o que somos, tem que transparecer. Por vezes, as maiores barreiras são erguidas por nós. Descobri que não podemos viver sem a nossa maior paixão durante muito tempo. Acabamos por bloquear em tudo o resto. Gosto muito do que faço e dá-me muito gozo estar realizada nos meus projectos. Olho para trás e vejo que tudo tinha mesmo que ser assim. As incertezas vão-se desvanecendo.
Hoje falava com a C. sobre a liberdade e, sem querer e sem pensar, saiu-me um: quanto mais sou de Deus, mais livre sou, mais livres são as minhas relações; no fundo tudo se resume a querer fazer as coisas bem, com honestidade e verdade - verdade para os outros, mas sobretudo para mim mesma.
Por aqui tenho um telhado acolhedor de onde vejo o rio e o pôr do sol. Sou tão feliz por isso! "Não é preciso correr não é urgente chegar, o que é preciso é viver".
E assim, passam os dias com a confiança que a cada passo tenho Alguém comigo.
Deus.
Deus.
Aquele que me chega de tantas formas, tantos dias, tantas vezes.
Deus.
Aquele que me inspira, que me faz mover, que me sente por dentro, tal como sou.
Deus.
Aquela Luz. Aquela presença. Aquele Sim.
Aquele que me faz ver que sou pequena, bem pequena. Aquele Pai que me pede: confia em Mim, embalar-te-ei quando não souberes o teu rumo. Tenho coisas maiores preparadas para ti;
A minha inspiração vem Dele. Tenho andado longe...pouco sensível. Não tive um Advento, não senti um Natal. O meu nascimento não se deu. Tenho confiado pouco...
Senhor, tenho aprendido que para ti contam as "coisas pequenas, feitas com Amor". É isso que quero para a minha vida. Fazer coisas pequenas mas com amor. Estar inteira nelas. Quero subir devagarinho, na Tua Graça, na Tua Verdade e Honestidade.
Ando a tentar perceber o projecto de vida que sonhaste para mim. Vai-se tornando claro e é bonito. Acho que se encaixa naquilo que também sonho.
Deus.
....
Aquele que me chega de tantas formas, tantos dias, tantas vezes.
Deus.
Aquele que me inspira, que me faz mover, que me sente por dentro, tal como sou.
Deus.
Aquela Luz. Aquela presença. Aquele Sim.
Aquele que me faz ver que sou pequena, bem pequena. Aquele Pai que me pede: confia em Mim, embalar-te-ei quando não souberes o teu rumo. Tenho coisas maiores preparadas para ti;
A minha inspiração vem Dele. Tenho andado longe...pouco sensível. Não tive um Advento, não senti um Natal. O meu nascimento não se deu. Tenho confiado pouco...
Senhor, tenho aprendido que para ti contam as "coisas pequenas, feitas com Amor". É isso que quero para a minha vida. Fazer coisas pequenas mas com amor. Estar inteira nelas. Quero subir devagarinho, na Tua Graça, na Tua Verdade e Honestidade.
Ando a tentar perceber o projecto de vida que sonhaste para mim. Vai-se tornando claro e é bonito. Acho que se encaixa naquilo que também sonho.
Deus.
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De repente, apercebo-me das mudanças.
Apercebo-me das ilusões e da dificuldade que existe em me deixar desiludir.
Tomamos as coisas como nossas. Gravamos na memória o que achamos que pode aquecer sempre o coração e nem reparamos que nada é eterno. O choque é maior.
As crianças crescem, o entusiasmo dá lugar a uma certa frieza que não sei gerir. Como se tivessemos que passar ser distantes quando crescemos.
É difícil explicar que não tem que ser assim. Dói o olhar dos outros, quando digo que não temos que deixar o entusiasmo para trás. Antes era bem mais fácil, bem mais nosso.
Talvez seja a rotina.
Talvez seja a falta de tempo ou paciência.
Talvez seja a falta de amor e a mudança.
Somos a nossa história, moldados pela vida. Mas podemos contrariar o que nos acorrenta e não nos torna livres.
Quatro dias chegaram para perceber tanta (in)diferença.
Os restantes, servirão para aceitar.
"Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo poderia ser meu para sempre"
Apercebo-me das ilusões e da dificuldade que existe em me deixar desiludir.
Tomamos as coisas como nossas. Gravamos na memória o que achamos que pode aquecer sempre o coração e nem reparamos que nada é eterno. O choque é maior.
As crianças crescem, o entusiasmo dá lugar a uma certa frieza que não sei gerir. Como se tivessemos que passar ser distantes quando crescemos.
É difícil explicar que não tem que ser assim. Dói o olhar dos outros, quando digo que não temos que deixar o entusiasmo para trás. Antes era bem mais fácil, bem mais nosso.
Talvez seja a rotina.
Talvez seja a falta de tempo ou paciência.
Talvez seja a falta de amor e a mudança.
Somos a nossa história, moldados pela vida. Mas podemos contrariar o que nos acorrenta e não nos torna livres.
Quatro dias chegaram para perceber tanta (in)diferença.
Os restantes, servirão para aceitar.
"Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo poderia ser meu para sempre"
No meio de tanta coisa, tem sido muito difícil parar.
O silêncio tem sido pouco e o tempo nenhum.
Mesmo assim, tenho conseguido sentir a alegria do Natal na forma como sou tocada pelos outros e acho isso uma dádiva.
Fico de coração cheio quando recebo um postal, um e-mail ou uma mensagem de alguém que está longe e me lembra do essencial.
Tenho pensado muito que, preciso pouco, para ser a pessoa feliz que sou. Descubro a cada passo que quando faço aqueles que gosto felizes, completo a minha felicidade. Devo isso a tudo o que ao longo do meu caminho me fez ser mais eu.
As pequenas coisas são as que nos completam mais.
Não importa passar de um ano para o outro, o que importa é passar pelos dias e não os sentir vazios.
É simplesmente isto que desejo...viver cada dia e fazer dele e nele, algo especial.
O silêncio tem sido pouco e o tempo nenhum.
Mesmo assim, tenho conseguido sentir a alegria do Natal na forma como sou tocada pelos outros e acho isso uma dádiva.
Fico de coração cheio quando recebo um postal, um e-mail ou uma mensagem de alguém que está longe e me lembra do essencial.
Tenho pensado muito que, preciso pouco, para ser a pessoa feliz que sou. Descubro a cada passo que quando faço aqueles que gosto felizes, completo a minha felicidade. Devo isso a tudo o que ao longo do meu caminho me fez ser mais eu.
As pequenas coisas são as que nos completam mais.
Não importa passar de um ano para o outro, o que importa é passar pelos dias e não os sentir vazios.
É simplesmente isto que desejo...viver cada dia e fazer dele e nele, algo especial.
Descansar em Deus
Nada mais que isso...
Descansar em Deus neste tempo atribulado de mil afazeres.
Saber viver na Paz Dele, com Ele. Caminhar lado a lado e descobrir que os dias são nossos. Aprendermos a sair de nós e vermo-nos de fora.
Olhar para dentro e perceber que há muito para trabalhar.
Conseguir ser pacientes quando algo nos rebenta no peito.
Descansar em Deus é saber que por muito perdidos que estejamos, haverá um olhar que nos conduz até casa, uma força que cola o que está partido, um beijo que nos mata a carência que temos.
O ser mais Dele é ser mais livre, mais aberto, mais encaixado. É sabermos o nosso lugar.
Daqui a pouco Ele irá nascer.
A Verdade renovar-se-à por mais um ano...um ano bonito em que como sempre, a Primavera dará lugar ao Verão, que por sua vez dará lugar ao Outono e por fim o Inverno.
A Verdade renovar-se-à por mais um ano...um ano bonito em que como sempre, a Primavera dará lugar ao Verão, que por sua vez dará lugar ao Outono e por fim o Inverno.
Tudo em perfeita harmonia, como quando paramos no cimo de uma montanha, com o mundo aos pés e sentimos que tudo gira à nossa volta, para nós.
Porquê não acreditar?
Tenho aprendido que para fazer as coisas bem, é preciso primeiro, fazê-las mal. Não em tudo, mas em algumas situações. É aqui que entra o erro. O caminho é quase sempre o mesmo: tentar acertar, falhar, aceitar que se errou, aprender com isso.
Saber esperar, aprender a arte da paciência faz parte de um processo evolutivo que só desenvolvemos quando envolvermos a nossa história.
Outono.
Tenho pensado em como os "nãos" são difíceis.
Quase sempre são uma expectativa não correspondida e fruto do pesar das coisas.
Mas quando nos pomos em primeiro, pela nossa saúde mental, precisamos de os saber dizer. Por muito que custe.
Têm sido dias de contrastes.
Sair da confusão, entrar na calma, manter o ritmo mas com outro estado de espírito.
Sair da confusão, entrar na calma, manter o ritmo mas com outro estado de espírito.
O sonhar de coisas novas...
Desculpem, mas de facto...não me apetece escrever!
Até já.
Até já.
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