Sabes do que preciso?
De conversas a sério. Profundas, que me levem a descobrir coisas em mim.
É disso que tenho saudades... de conversas com luz, que iluminem os dias. Preciso de abraços apertados que me façam sentir.
Conversas por cima não chegam... como tudo o que é por menos não chega. Viver por menos e não por mais, não chega.
Se calhar sou eu que sou muito exigente de mais. Há tanto ainda para aprender.

Tanto...tanto mais...

Olá! Cá estamos nós outra vez

Quero deixar-vos aqui um dos trabalhos que tenho andado a fazer, para uma das minhas cadeiras académicas.
A proposta era escolhermos uma música da qual gostássemos, e através do vídeo ilustrá-la. Poderíamos usar imagens já existentes ou fazer as nossas mesmas.
Para se tornar mais coerente, optei por realizar as minhas próprias imagens.
A música escolhida foi o "Olá(cá estamos nós outra vez)" desse grande senhor da música Jorge Palma!

Um agradecimento especial aos actores: Luís Eloy e Ana Rodrigues, e ao operador de câmara João Duque. E um muito grande ao Teatro Académico Gil Vicente!



Um abraço! "Cá estou eu, outra vez"

Todo o Risco


A possibilidade de arriscar
É que nos faz homens
Voo perfeito
no espaço que criamos
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos.

Damário da Cruz

Uma questão de cruzes


Podia apagar o meu post anterior, pelo simples facto de o meu estado de espírito ter mudado, mas não o vou fazer!
No espaço de uma hora, a minha visão do dia mudou. Fui ao CUMN, como sempre, e tudo o que ali foi falado, parece que foi para mim.
Eu tenho a mania que cruz é só aquilo que me custa muito, que me dá dores muito grandes, e hoje percebi que a cruz pode ser de vários tamanhos.
Não estava nada animada porque estou no ultimo ano da licenciatura e tenho uma série de cadeiras que não me dizem nada, que me fazem crer que eu não nasci para isto e que me levaram andar a dizer a tarde toda: não estou motivada.
Bem, depois desta conversa das cruzes, percebi que o meu erro é não encarar as cruzes com amor. Se nas minhas entregas eu puder pôr o que sou e mesmo as coisas mais leves, então a minha cruz será leve, e mais fácil de transportar. Estar neste curso foi uma escolha, minha! Só a mim me cabe arranjar vontade e encarar o "problema" da melhor forma.
Continuo sem algumas seguranças que me ajudariam se existissem, mas o ânimo agora é outro. E a vontade também tem que ser outra.

"Quanto devemos amar? Amar até doer..." é por aqui o caminho.

Wait for the dawn

Para dias inseguros, músicas inseguras...
Devia funcionar mais: para dias inseguros, músicas seguras!; Mas comigo isso não acontece, e de certa forma estas músicas dão-me o conforto que preciso, para além de fazerem parte da caixinha das recordações. Os bons tempos do secundário, em que não havia coisas difíceis por fazer....só as menos fáceis. Bem, tudo é relativo!
Afinal...acho que somos todos uns lutadores, que ultrapassamos e vencemos, e acabamos por nos sair melhor do que esperávamos.
Hoje só quero ver, para além de olhar....


P.s.- Já vos disse que detesto que mude a hora? Que detesto sair das aulas e ser de noite? Acho cada vez mais, como um caranguejo a preceito que sou, que sou uma mulher de tempo quente e comprido!

P.s. 2 - Mais uma vez a dizer coisas que nem eu percebo muito bem, mas que me saem...

"A malta encontra-se toda"


"As flores não se dão aos mortos, dão-se aos vivos" dizia há pouco o padre Carlos. E disse ainda "Hoje muita gente foi aos cemitérios, para se encontrar com os seus ente-queridos, mas ao ir lá não encontraram nada", pois claro...as pessoas que partiram, partiram, não estão nas campas nem nos gavetões. As pessoas que partiram, estão connosco, estão tão presentes quanto as quisermos deixar estar, estão em Deus. Existem tanto quanto nós as deixarmos existir.
A nossa história está marcada na história daqueles que passaram por nós e que não foram sós.
Tenho a sorte de não ter passado ainda, por muitas perdas. Mas tenho noção do quão difícil é a dor da separação.
Tenho pensado sobre: O que será que nos prende tanto aos outros? O que faz com que uma pessoa, de um momento para o outro, passe a ser tão nossa, e a fazer tanto parte de nós?; É difícil de explicar, é difícil encarar a morte. Não sou uma pessoa que pense muito na morte. Gosto de viver alheada do que temos de mais certo, porque acho que há tanto para viver.
Para mim faz sentido este dia. É o dia em honra daqueles que já partiram. Não um dia para nos lembrarmos de quem partiu, porque quando a perda é grande, as lembranças vêm-nos à cabeça regularmente. É sim um dia em que de certa forma saudamos a memória dos que estão na outra margem...
Uma vez, em pequena, vi numa lápide: Quem morreu não está morto! Apenas partiu primeiro. Depois da morte, a vida eterna.

Não será isto tudo, apenas um "até já?". Acho bem mais bonito dizer "até um dia destes" do que "adeus". Adeus é muito tempo. O que nos separa é uma questão de tempo. E o tempo é escasso.

Somos todos livros inacabados.
Chegámos até aqui, o resto continua por escrever. Quero ser lembrada depois de morta, como uma pessoa que foi capaz de ser fiel a si e aos outros. Uma pessoa que foi transparente, e de uma forma subtil foi deixando marcas. O melhor que posso deixar é a alegria com que encaro as pessoas.

Por isso,
tia Júlia, tio Carlos, "avó" Maria, menina Mártires, avô Manel,

até já, com saudade!

P.s. - "A malta encontra-se toda" Pe. Carlos Carneiro

1, 2, 3 - vou (re)nascer outra vez

Este ano estou com os meninos mais pequenitos, os do 8º ano. Não estão numa idade fácil, é difícil transmitir o que queremos, nem sempre conseguimos passar a mensagem da forma como gostávamos. Mas mesmo assim, continuo a aprender com eles...(espero que eles comigo).
Acho que cada um de nós tem um lume dentro de si. E há coisas que o fazem brilhar mais que outras.
O meu lume por vezes fica muito fraquinho quando me desiludo...esta semana chegou a acontecer. Mas o bom dos dias é que são sempre tão preenchidos que há coisas boas sempre a acontecer!
Eu quero sempre muito, chegar ao fim do dia e perceber e conseguir interligar as coisas que se foram realizando. A verdade é que muitas vezes dou por mim frustrada, porque me é difícil que pegar numa "ponta" diferente da do dia anterior para agradecer por isso.
Hoje cheguei à conclusão (mais uma vez) que não tenho que ter sempre a resposta e o "texto escrito" coerente ao final do dia. Consigo perceber que as minhas semanas têm estado completamente interligadas, em pequenos gestos que me fazem fechar os olhos e sorrir, e aprender com as diferenças.
Talvez esteja na altura de ser mais dura. Estou ciente das minhas fraquezas. Todos nós as temos. Tenho ouvido coisas mesmo bonitas, e sentido outras, como por exemplo: "Não tenhas vergonha de pedir que te ensinem", não sabemos tudo, e hoje ligo isso ao meu grupo de pestes do 8º ano, que têm tanto para me ensinar. Por eles vale a pena, porque serão pessoas boas!
Não posso continuar a contar que todas as amizades que tenho hoje permaneçam, mas sei que aqueles que revelam preocupação por mim, eu consegui cativar, porque estavam abertos o suficiente para se deixarem envolver por esta proximidade.
É um período fantástico de descoberta, e de interiorizar pedaços de coisas soltas, de alguma procura do viver sozinha...
Sinto-me uma criança a aprender a viver de diferentes formas, sendo tão única quanto posso ser.
Afinal, acho que estou a descobrir realmente o truque de ser adulta.
É um segredo meu que posso partilhar:
Quanto mais cresço e sou capaz de me aproximar de mim na minha essência e do que eu sou, da minha verdadeira transparência, mais me aproximo da ingenuidade de criança que achei que ficou para trás; Quanto mais penso nisto, mais acho que é por aqui... mas daqui a uns tempos nunca se sabe, se não volto atrás e risco bem riscada, esta teoria!
Uma coisa é certa. Perdi as ilusões de achar que já sofri muito ou fui muito feliz e aprendi tudo o que tinha para aprender. Dou por mim, a rir-me de atitudes que tive há um mês atrás. O mais provável será daqui a um mês, estar-me a rir das minhas agora!
Eu quero muito ser eu! Quero muito que o lume que trago chegue às pessoas. Quero saber aceitar os outros e melhorar o mundo deles, e percebê-los, e ser capaz de levar os meus sonhos para a frente!

Sou só alguém à procura de si!

E para lembrar-me de como é bom poder dar os sinceros parabéns aos meus amigos de sempre,
parabéns pelos teus 20 anos, Catarina!
Ai...nunca pensei que custasse tanto aproximar-me do fim da licenciatura...:(
Até lá...muitas águas hão-de passar debaixo da ponte rainha santa!
Andava eu no Facebook, a ver uma daquelas coisas que não sei como se chamam, mas dão frases aleatórias sobre temas diferentes, e depois de alguma selecção calharam-me as seguintes frases:
Tenho saudades de...
De quando eras realmente tu, em vez de um ser estranho em que te decidiste transformar.
De quando podia viver, sem ter que me preocupar com absolutamente nada.
Saudades de ser criança.

Aprende que...
Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão de nós mesmos.
Só entendi o valor do silêncio no dia que resolvi calar para não magoar alguém.

E realmente, mais ou menos penosas e saudosas, fico contente por me poder rever em cada uma. É sinal que tenho vivido, tenho coisas para contar...coisas boas e más, mas que não deixam de ter a sua importância e tempo exacto.
E é bom viver assim...com histórias dentro de uma maior.

Não gosto

Não gosto de pessoas que falam muito, não dizem nada, mas estão convencidas que mostram o contrário!
Não gosto de me sentir mal num grupo do qual faça parte.
Não gosto que as pessoas falem mal sem terem razões para isso.
Não gosto quando gozam com alguém que não percebe à primeira.
Não gosto de humilhações!
Não gosto de desprezo!
Não gosto de mexericos nem zaragatas.
Não gosto de falsidade...
Não gosto de me sentir enganada
Não gosto de descobrir que afinal não posso confiar...
Não gosto (MESMO) que me mintam...

Não gosto...mas este é o dia-a-dia...
Só tenho que aprender a lidar com isto....

mas ao menos posso dizer que

Não gosto...


Afinal, qual é o problema da transparência? É a exposição?
É o seres mais tu, mais eu, mais nós!
Qual é o problema do "descobrir-me a mim mesmo?"
Qual é o problema do cara-a-cara, de dizeres que não gostas, para evitar que amizades se desvaneçam?
Qual é o problema de teres alguma coisa na cabeça?
Qual é o problema de ser diferente?
Qual é o problema de dizer: EU ACREDITO! ?
Qual é o problema de às vezes te faltar confiança?
....

Afinal...qual é o problema do mundo?

Momentos


Porque há curtas tão boas que nos deixam sem palavras, aqui fica esta, que me foi mostrada pelo João.
Trata de realidades que estão à nossa volta...
Quantas vez eu não vejo uma senhora muito encasacada, à entrada da minha rua, a rebuscar e remexer no lixo? É tão duro de ver...
O que levará estes Seres Humanos a chegarem a tal ponto? A perderem a noção de si?
São coisas que me tocam, e me deixam desorientada...
Afinal, queixamo-nos de tanto todos os dias, quando há pessoas que caladas nem o alimento diário têm.
Dá que pensar...e muito.

"Cati's in Italy"


Não...a minha melhor amiga não se chama Maria, nem tem um filho e muito menos está na Índia.
Mas eu sabia que haveria um dia em que iria chorar com saudades dela.
Chama-se Catarina, e está de Erasmus em Itália. Estamos separadas há quase um mês...Ela está a crescer e a conhecer o mundo, com todos os problemas que isso traz, mas também cada dia é uma nova descoberta, uma aventura e um enriquecimento pessoal.
Tenho saudades da transparência dela, do confiar que não me mente nem inventa desculpas quando não pode por algum motivo estar comigo...
Sei que está a ser importante para ela, e fico feliz com isso...
Fica a música que me lembra muito dela, de mim, de nós...

Volto a vê-la no Natal...

"...and just see things I'll probably never get a chance to see"


Eu acho que há coisas tão bonitas que nem sempre reparamos...
A forma como as coisas nascem, a forma como as coisas acontecem... As histórias que se fazem com amor e ponderação - sem pressa.
Quando às vezes parece que está tudo encaminhado, mas no fundo há um discernimento constante da minha vontade ir de encontro à tua, do se calhar abdicar de mim para ser mais contigo, do saber esperar porque não há certezas ainda, e se calhar as dúvidas são muitas...
Depois há a dedicação, o reconstruir, o ver que o tempo só ajudou a unir as pessoas, mesmo no meio das dúvidas e incertezas.
Coisas muito pequenas, que fazem outras tão grandes.
Ela aplaudi-o de pé. Foi o único momento em que se levantou para bater palmas com tanto entusiasmo...
Ele já lhe dedicou músicas... o que a deixa com aquele sorriso cheio de brilho.
Ontem pedi muito, para que ela saiba sempre aplaudi-lo, em todas as alturas, mesmo nas difíceis, mesmo quando custar, e que ele saiba que ela estará lá sempre, incondicionalmente de pé para ele. Mas também pedi, para que ele saiba sempre dedicar-lhe as coisas com amor, com o encantamento do inicio.
Vejo neles algo de muito bonito... obrigada, porque através do vosso amor, posso chegar mais perto do que quero para mim!

para o Diogo e Catarina :)

P.s. - mais uma vez, obrigada Diogo, por aqueles dois papelinhos que me fizeram ter uma noite espectacular!
Às vezes consigo-me imaginar daqui a uns anos, a olhar para trás, para a minha e as vossas vidas, a rir-me de problemas tão simples de agora, que parecem enormes e que daqui por uns anos não valerão de nada...

E gosto...

P.s. - A frase de hoje vem mesmo a calhar: "Cada um é tão infeliz quanto acredita sê-lo" Séneca

O telemóvel perdido

Tenho mesmo que escrever isto antes que me esqueça. E se me esquecer, um dia mais tarde não vou poder rir-me disto, portanto, ora aqui vai:
Há coisa de um mês atrás, estava eu (muito linda) a pôr o lixo no contentor quando encontro um telemóvel no chão. Apanhei-o, meia duvidosa, porque ele estava embrulhado numa capinha vermelha e dizia: continente mobile....eu só pensei: Ok! Alguém que tem um telemóvel do continente, deve ser alguém com alguma idade.
Procurei na lista algum nome com um parentesco antes, e encontrei um tio António. Lá liguei eu, expliquei-lhe que tinha encontrado o telemóvel no chão da minha rua e que o queria devolver ao dono, segue-se a seguinte conversa (espectacular!):

Tio António - Telemóvel? Oh menina, é assim, eu hoje não saí de casa não perdi.
Eu - Pois, percebo. Mas este telemóvel é de um sobrinho ou sobrinha do senhor. Eu estou a ligar para tentar devolver, se me puder dizer o nome da pessoa...
Tio António - Olhe, eu não sei, hoje não saí de casa, o meu telemóvel está mesmo à minha frente, eu estou a vê-lo!
Eu (com algum esforço para não me rir) - Pois, mas eu não encontrei o seu. Encontrei o do dono/a do telemóvel pelo qual lhe estou a ligar. Qual foi o número que apareceu no seu visor quando eu lhe liguei?
Tio António - Pois, não sei menina não é? Quer dizer, não dá para "beré" tá-me a ligar para o fixo!
Eu - Pois...
Tio António - Olhe, eu estou a tou a perceber o que me está a dizer menina, mas olhe, a sério, eu tenho mesmo o meu telemóvel aqui ao meu lado! Juro..e hoje não saí de casa, por isso não posso ter perdido.
Eu (após uma pausa para não me escangalhar a rir) - Pois...pronto, então se não pode ajudar-me eu vou tentar outro número, sim? Obrigada na mesma!
Tio António - Olhe, sim sim...tenho muita pena! Muito obrigado, olhe muitos beijinhos minha menina!

Ahahahah! Ai meu Deus, fez-me lembrar aqueles apanhados tipo "Boalhosa" em que o mudo fala para o surdo!
Acabei por contactar com a irmã da senhora, e era a vizinha do prédio da frente. Lá devolvi o telemóvel e descobri que o Tio António era do Entroncamento.
E pronto, a história acaba aqui!

Nota: O Tio António pronunciava "munina", "dezere", "muto", "telemóbel", "bê-lo"...e por aí fora!

After Ben - o amanhã que nos espera




Não.
Não vim falar dos caos que está Coimbra porque está cá uma das maiores e melhores bandas de sempre (pelo menos para já). Vim falar de algo que também foi estrondoso, não contou com 8o mil pessoas, apenas com 800.
800 jovens entre os 16 e os 30 anos que vieram passar um fim-de-semana onde a compreensão foi fácil, pois falávamos todos as mesma linguagem - a do amor de Cristo.
Descobri que as dúvidas que eu tenho, muitas mais pessoas as têm, e que estamos todos em busca, uma busca permanente no encontro ao invisível.
Neste After Ben, a ideia era aprofundar as palavras de Esperança que o Papa veio trazer quando visitou o nosso País. O que Bento disse, é que devíamos fazer do mundo um lugar de beleza, e isto implica construção, conquista, calos e dores de costas :) Mas Deus é agora!

A abertura do encontro, foi algo do outro mundo! Estava de génio. Batuques, jactos de tinta sobre uma tela branca, dança, luzes, fogo...uma barca onde eram projectadas as imagens..e Fogo de artificio. Dessa tela toda pintalgada de tinta, nasceu a imagem a negativo do Papa :) Brilhante!

Uma das dinâmicas deste encontro são os workshops, e eu fui a um em que o tema era: "Pela Igreja" ou Pelo Corte-Inglês"? Casamos para fazer o outro feliz, para completar o nosso projecto de vida e criar um em comum com o outro, servindo os outros através do nosso amor. O casamento é para o mundo poder contar connosco, deve libertar-nos. É um compromisso com a humanidade e uma missão para com o outro. "Sim, quero" quer dizer "sim, eu creio/acredito/confio" na fé de Jesus.
Ouvi o testemunho de um casal mesmo querido. Que quando começaram a namorar "inventaram" uma oração deles para poderem rezar juntos... Acho isto lindo...então quando casaram passaram a rezar dois mistérios do terço, um por cada um deles, mas agora como a Marta está gravida rezam três, mais uma pelo filho :) "Comprometido com o mundo, dando a vida a cada um".

Sinto que a minha Fé não anda nos picos mais altos, pelo contrário, anda bem cá em baixo, mas sei que isto faz parte das relações. O que acho importante, é nunca deixar de confiar, mesmo em tempos de deserto como este, em que não venho completamente renovada, mas venho mais aberta a receber Jesus. Continuo com "sede" de busca e de encontro, por isso estou mesmo ansiosa que cheguem as Jornadas Mundiais da Juventude 2011 :) Claro que não estou à espera das Jornadas para voltar a ter a minha Fé lá no alto, mas acho que vai ser um encontro muitooooooo bom!

Agora pronto! Vou falar dos U2! Que por acaso também estiveram bem presentes no meu fim-de-semana e nas minhas reflexões. Há coisas mesmo engraçadas, que quando notamos nos sentimos assim meio sem jeito. A minha amiga Tânia ligou-me ontem do concerto numa música que nunca liguei muito, mas que descobri que nesta altura está cheia de sentido - I still haven't found what I'm looking for... lembra-me da minha procura de Deus, e de tudo o que O envolve...mas também as buscas de toda a gente, por algo bom, por algum sentido.
Queremos saber tudo demasiado rápido, achamos que a vida tem que nos dar o que queremos quando queremos. O tempo de encontrarmos o que precisamos, é outro.

Na verdade não fui a tempo dos bilhetes (nem a minha carteira), mas como a boa portuguesa (e pobre) que sou, lá fui eu dar a voltinha ao estádio, e sendo assim posso dizer que vi meio concerto, porque ouvir, ouvi tudo, só não estive lá dentro a ver! (e não, não levei a lancheira atrás, tipo as fãs do Tony Carreira).

No fim de tudo isto...só quero dizer que as coisas realmente fazem todas sentido, mesmo parecendo que U2 nunca se poderia ligar a After Ben, mas sim, foi um fim-de-semana em que aprendi a amar mais a Igreja e a querer ser mais, vivendo os desafios do dia-a-dia.

Almas

Para quem ainda não sabe (sim, porque eu estou farta de divulgar por aí!) eu vou ter uma exposição de Ilustração (a primeira!) no Instituto Universitário Justiça e Paz, em Coimbra!
O Instituto fica na Rua da Couraça de Lisboa (perto das faculdades).
Tenho montes de desenhos para mostrar (vá, são só 25) e gostava muito que todos lá passassem e deixassem a vossa opinião.
Para quem não puder mesmo mesmo (nota: Só é justificável se a pessoa for de longe, estiver internada no hospital ou lhe der o badagaio) eu mais tarde vou pôr fotos do resultado aqui.

Porquê "Almas"?
Porque tenho desenhos de diferentes situações, com diferentes personagens, e acredito que cada um à sua maneira revela o melhor que há em si, e para mim a Alma é onde guardamos tudo o que temos de bom!

Sem mais nada de momento, espero por todos vocês que lêem o meu Do alto da Pedra :)
Um beijinho
Rita

Recomeça

Recomeça….

Se puderes,

Sem angústia e sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro,

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo

Ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar

E vendo,

Acordado,

O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças.

- In Sísifo de Miguel Torga -


Simplesmente, gosto!

Leva-me pra casa

"Estou em mim
como um soldado que deserta
Dá meia volta ao mundo em parte incerta
Não sei como cheguei aqui
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha
Chega, mostra-me o caminho
Leva-me p'ra casa

Corre, vem depressa
O tempo voa
O sol anda às voltas, dá um nó
Não sei como cheguei aqui
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha
Chega, mostra-me o caminho
Leva-me p'ra casa

O tempo voa yeh
O tempo voa yeh
Não sei como cheguei aqui…"

Lúcia Moniz
Está tudo fora do lugar.
Até eu...

Só tu sabes

Precisamos mesmo de muitas coisas para fazer sentido. Dentro dessas coisas, encontramos muitas vezes a outra metade da laranja, os amigos, a família, a realização pessoal, a descoberta do que quero ser, as saudades, o descolar, o arriscar, o viajar, o sonhar, o conseguir, os fracassos, as lutas, as liberdades aos poucos conquistadas. Penso que valemos por nós, mas somos um poço de descobertas e relações, tão diferentes uns dos outros e tão humanos quanto podemos ser.
Fico contente por poder estar sempre a aprender alguma coisa, e quando penso que já sei interpretar todos os sinais, acontece algo que me mostra que ainda posso ser mais. É o caso das letras das músicas. Fico agradecida por conseguir dar, ao longo do tempo, significados diferentes e interpretar para a minha vida e para as vidas que giram à minha volta, mais significados, mais pontes e mais fundo.
Gosto quando as palavras me saem sem precisar de pensar ou corrigir-me. E hoje apeteceu-me mesmo ouvir o "Só tu sabes" da Mafalda Veiga, que vendo bem, interpretando as metáforas que ela escreve fazem sentido, e universalmente fazem sentido para todos.

"Só um gesto abre um sulco no frio, rasga o fundo toca no abismo e no vazio. A luz da lua voa sem nunca deixar de sentir o chão.
Tantos dias que pouco podem mudar, quando os muros não deixam ver onde nasce o mar.
Só tu sabes o que ainda te seduz, só tu sentes o que poderá ser que te rasga que te acende e desata o nó, para te deixar correr"

Só tu sabes o que te seduz o que te faz ter sentido. Só tu sentes o que precisas para ser o teu sentido próprio, para te deixar avançar, e descobrir, e SER!

Cartas para Deus

Às vezes dá-me tanta preguiça de ver filmes. Penso sempre quando estou ocupada: "Ah eu vejo nas férias!", acontece que estou de férias desde Julho e contam-se pelos dedos os filmes que vi...porque simplesmente já sei que vou adormecer, ou vou parar de o ver a meio, e primeiro que depois o acabe (é o caso da Amelie Poulin) passam-se assim uns ANOS!
Hoje vi um filme que andava a tentar ver há que tempos. Chama-se "Letters to God"(em português "Cartas para Deus").
O filme é baseado numa história real e passou-se com um menino chamado Tyler que se deparou com um cancro no cérebro por volta dos (não sei) dez anos (?)...então o que este filme conta é como a Fé de alguém tão pequenino pode mudar completamente a perspectiva de uma doença tão fatal como o cancro. Todos os dias ele escrevia cartas endereçadas a Deus e no cantinho do envelope colocava um selo. Entregava-as todos os dias com muita esperança ao carteiro, que acaba por lê-las mais tarde (sem saber o que fazer com elas). A vida deste carteiro mudou, a sua Fé que era tão pequenina ou quase nula transformou-se!
Tyler acabou por morrer, porque piorou durante um jogo de futebol em que fez com que a sua equipa ganhasse. Mas todas as cartas que escreveu, motivaram os meninos da sua escola a criarem uma relação próxima e de amizade com Deus, porque o passaram a fazer também.
Eu...sabendo que isto é uma história verídica, só me posso arrepiar e sei lá...render. Como é que alguém com uma doença terminal, com tão pouca idade, pode aceitar o plano de Deus na vida dele desta forma tão bestial, tão serena? Como é que de uma atitude tão simples, que é escrever uma carta, pode despertar uma mudança nos outros?
É sem dúvida um exemplo de coragem, mas sobretudo de plena confiança. Rezo muito nisto, do ter a plena confiança em Deus...não há nada mais bonito que aprender a confiar em alguém, e pessoas assim batem-me aos pontos...
É um caminho longo com muitos dias cinzentos, em que nem a pouca Fé que se tem nos ilumina, mas acredito que o importante é que nesses momentos de deserto sejamos capazes de parar e fazer um balanço, e continuar, mesmo não sentindo, mesmo parecendo que não faz sentido.

Para quem nunca teve a sorte de ver, aqui fica o trailler, pode ser que desperte algo que ainda não conheçam. Há que ver...não é só um filme, é uma história real :)

Drogas...leves


Confesso que se há assunto pelo qual me interessei sempre, esse assunto é o mundo da droga.

Interrogo-me o que leva tanta gente a experimentar, por mais leve que seja, estas substâncias.
Este assunto veio à baila na minha cabeça, porque vi uma reportagem sobre isto. Já li duas vezes o livro "filhos da droga", e continua sempre a mesma questão: Porquê? O que leva tanta gente a experimentar?;

Eu acho que sei a resposta...

O que leva as pessoas a experimentar é a curiosidade, é a vontade de sentirem coisas que de outra forma não podem sentir. É a necessidade de entrarem noutro mundo e quiçá atingirem, embora que não admitam, alguma paz daqueles momentos, fazendo deles o único periodo feliz das suas vidas. Confesso que foi a curiosidade que me levou a ler o livro. Queria saber que coisas viam essas pessoas quando estavam sob efeito de tais substâncias.

Não sou a favor de que as pessoas procurem estes meios para conseguirem periodos de felicidade. Sei que cada um é dono do seu caminho, mas não creio que seja esta a forma mais correcta de fazerem alguma coisa por eles.

Mais uma vez volto a dizer, que na minha opinião, aquilo que falta ao mundo HOJE é as pessoas sentirem-se amadas. É sentirem que gostam delas, caso contrário, não iriam procurar formas de ser aceites, de ter experiências novas, porque quando somos amados sentimo-nos bem como somos, sentimo-nos aceites pelos que nos rodeiam.

A minha tristeza é quando olho à volta e só vejo pessoas preocupadas em viver o presente, a aproveitar da pior maneira, terem tudo de todas as maneiras possiveis, e quererem encontrar a felicidade onde ela não existe...Drogas leves, não deixam de ser droga. E é isto que não entra na cabeça das pessoas. Já ouvi coisas do género: Rita! Estamos no ensino superior, isto é super normal!

Então, então orgulho em ser super-anormal! Em querer descobrir-me tal como sou, em me dar a conhecer sem vergonha de nunca ter experimentado droga.

É esta a sociedade do futuro, são os pais do futuro, são os profissionais do futuro ( e já actuais)...

Tatuagens


O passado dia 19 de Agosto no casino da Figueira, foi inesquecível :)
Obrigada à Mafalda pelo concerto tão quentinho para o coração, que deu. Foi um sonho tornado real.
Ficou uma tatuagem desse dia para sempre, como o primeiro dia em que tive oportunidade de a ver.
Muitas mais tatuagens virão :)

"Aqueles que passam por nós não vão sós"

"Não permitas nunca que alguém venha até ti
e que ao partir não vá melhor e mais contente...
Sê a expressão da bondade de Deus.
Bondade no teu rosto e nos teus olhos,
no teu sorriso, na tua saudação às crianças e aos mais pobres,
a todos os que sofrem
na carne e no espírito
oferece sempre um sorriso de alegria.
Não lhes dês só atenção
dá-lhes também o teu coração"
Madre Teresa de Calcutá

Há pessoas que têm este efeito em nós e nos deixam marcados de tal forma que cada vez que há um reencontro nos enchemos de alegria.
Hoje re-encontrei a melhor professora que tive em todo o meu percurso escolar até agora, chama-se Maria Antonieta, foi minha professora de Língua Portuguesa no 8º e 9º ano. Conhecendo-a tão pouco, tenho um enorme carinho por ela.
Porquê? Porque é uma pessoa que transmite tudo o que temos que aprender de uma forma tão humana, tão emocional e tão meiga que é impossivel não gostarmos da sua maneira tão querida se expressar. É impossivel ficar indiferente ao seu gosto em ensinar. Põe alma no que faz e se tiver que mostrar as lágrimas de emoção ou de saudade ela mostra, sem vergonha de alguém estar a ver.
A maneira como se dirigiu a mim hoje, relembrou-me de muita coisa boa que ela me transmitiu, nomeadamente o gosto pelo Português e todas as grandes obras que tive que estudar. Ela foi sem dúvida um dos maiores exemplos que já tive, do que é "ser eu mesma" em todas as situações. Não tem medo em mostrar que gosta, não tem medo de abraçar, é interessada em nós.
Destrói completamente a ideia de que o Professor tem que estar lá no alto e ter distanciamento dos alunos. Porque o que faz falta no mundo, é as pessoas sentirem-se amadas.
O que faz falta no ensino, são mais pessoas assim - pessoas que são capazes de mostrar amor - são professores apaixonados que nos façam apaixonar. Só assim conseguem cativar-nos a nós alunos.
"Põe tudo o que és no minimo que fazes!" foi Ricardo Reis que o escreveu, mas esta professora sabe vivê-lo como ninguém!
Obrigada minha querida professora Antonieta!
Simplesmente...por tudo!
P.s.- "Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Levam um pouco de nós, deixam um pouco de si."

Cinema português = Mau ?

Os portugueses são extremamente generalistas. Filme Português = Mau!!!
Hoje fui ver o Contraluz, ainda não tinha tido oportunidade. Só posso dizer bem. Acho que está muito bem pensado, extremamente perceptível e tem um enredo que prende a atenção.
São histórias independentes que se entrelaçam e se influenciam umas às outras.
No fundo é um retrato exagerado da vida real, mas com todo o sentido. São várias as situações em que "os acasos" nos despertam e fazem seguir por outro caminho, ou escolher fazer outras coisas que tinham que acontecer (e ainda bem!). Acontecimentos que têm tanto de surreal como de fantástico.
As histórias daquelas pessoas tocam-se e impedem que aconteça - na maior parte dos casos - a morte. No dia-a-dia, temos sinais, temos pessoas na nossa vida que nos ajudam, mesmo sem saber.
Por exemplo, penso imensas vezes: Houve um acidente em x-estrada? Estava para passar por ali, mas atrasei-me por algum motivo. Que sorte!; Ou: Se não tivesse dito "sim" a algo, não saberia a pessoa nova que ia encontrar e mudaria a minha vida.... São apenas exemplos bastante simples que estão presentes todos os dias, basta pensarmos um bocadinho para os notarmos.
Com isto quero dizer, que o Fernando Fragata (realizador e argumentista) conseguiu na perfeição fazer-me pensar nestes simples "acasos" a que chamo: Pessoas que Deus põe no meu caminho; e que cada um lhe há-de dar o nome que quiser. O cinema português tem futuro, na minha opinião, desde que as histórias tenham uma mensagem a transmitir e levem os espectadores a pensar e a interrogar-se. Histórias cheias de sexo, bebedeiras e porrada é o que mais há por aí, e não é isso que o nosso cinema precisa.
Tenho muita pena que histórias destas não sejam financiadas, e sobretudo que todos os tipos de Arte em Portugal não o sejam. Há artistas em todo o lado e neste país não são reconhecidos, a começar pelos próprios portugueses que precisam de programas artísticos de entretenimento para se interessarem pela Arte.
Enfim...é o país que temos.
Um conselho: Vão mesmo ver este filme!
Aqui fica a música final dos nossos "Santos e Pecadores" :)

Tenho já por várias vezes aberto esta janelinha para escrever. A verdade é que já comecei vários textos, de temas diferentes, mas acabo sempre por achar que são completamente ao lado daquilo que quero dizer.
Eu não tenho tido vontade de vir aqui. Eu não tenho tido vontade de escrever. Não, eu tenho tido vontade de escrever, mas escrever algo que me alivie, só que não consigo.
Há muita coisa errada neste momento. Há muita coisa que estou a tentar mudar ou ultrapassar e não consigo. Ando com dúvidas e ando insegura.
A minha idade actual tem sido uma mudança. Tem sido ponto de partida para várias interrogações: Fé, Futuro, Amigos, Paixões, Decisões, Lugares... talvez agora me aperceba o quanto cresci, talvez me aperceba que por muito que tente já não sou pequenina. Vai começar o ano lectivo que me vai declarar licenciada! Sabem? Já vou ter idade para trabalhar, para ser mais uma à procura de emprego...
Sei lá...quando andamos na primária, sabemos que a seguir vem o ciclo, e depois o secundário, e depois a universidade...e depois imaginamos: ah vamos trabalhar, casar e ter filhos e pronto...
Mas o "pronto..." é o quê? Eu não me imagino a trabalhar. A seguir vem o mestrado, está bem! Mas um dia eu vou ter que perceber que cresci e que sou mesmo mesmo adulta. Já sou o que queria ser quando fosse grande, porque já sou grande. E este choque veio de repente.
Ando com imensa dificuldade em ser eu. Como é que com esta idade ainda há tantas duvidas existenciais?

....

Bem, foi só mais um desabafo sem sentido....

If you like...

Em dias como este, em semanas como estas, em dúvidas deste tamanho, há um texto que não me sai da cabeça:

If you like:
Tea, 5+ stars hotels, International cuisine, making (strange) new friends, hard summer jobs, bees, deep sharing, beautiful sunsets, singing wonderful music, all- night praying (Silence), following Jesus of Nazareth, building a world of peace, trust and joy....
...come with us to Taizé

Se tu gostas de:
Chá, hotéis 5 estrelas, cozinha internacional, fazer novos amigos (estranhos), trabalhos de Verão puxados, abelhas, partilhas profundas, pôr-do-sol bonito, cantar músicas lindas, noites de oração em silêncio, seguir Jesus de Nazaré, construir um mundo de Paz, confiança e alegria...
...vem connosco a Taizé


Este texto, vem acompanhado de desenhos na T-shirt da minha primeira ida a Taizé. Foi em 2007. Desde então tenho ido lá todos os Verões. Há três, há dois e há um ano, esta era a minha semana de Paz, e era lá que me encontrava neste momento a viver. Viver no verdadeiro sentido da palavra. O meu espiríto está-se a ressentir, como o corpo que precisa de água para matar a sede.
Quero fazer duas viagens este ano, e o dinheiro não estica por isso decidi que não ía este Verão. Disse também que não queria tornar Taizé uma rotina. Bem, hoje descobri a parva que sou...
Taizé não é, não foi, nem nunca há-de ser uma rotina. Taizé é onde paro, escuto e olho. Não é mais uma das minhas viagens pelo mundo...é uma viagem a mim mesma. É um encontrar-me. E é precisamente disso que estou a precisar, de me encontrar. Há alturas em que pomos tudo em causa e a Fé também...
... seria eu louca o suficiente para mandar tudo às ortigas e meter-me num autocarro a 4 de Setembro prontinho para chegar ao pedacinho de Céu?
...mais uma questão....

De papo para o ar...

fotografia: Rita Mendes
Uma vez por ano faz tão bem o descompromisso!
Sinto-me leve e por definir, cheia de "Vou fazer isto mesmo! Porque não?"...
Ando por aí a registar momentos, a comer muita coisa boa, a nadar aqui e acolá para abater "coisas indesejáveis" que por preguiça minha se instalaram durante o ano.
Vejo, olho. Umas coisas fazem sentido, outras não fazem sentido nenhum...mas agora tenho todo o tempo do mundo para pensar nelas com calma. O mau feitio também foi de férias (salvo raras excepções em que volta para me lembrar que é meu e que me pertence! Malvado!).
É esta a ilusao de estar de férias - achamo-nos donos do tempo. - Faço planos (muitos!) que não se concretizam, mas sabem que mais? EU ADORO SONHAR, mesmo que não aconteça!

Hoje almocei às quatro da tarde e vou à praia ao pôr-do-sol, passei o dia "em casa" a anhar...

Esta falta de rotina é mesmo boa!, mas só porque sei que a minha rotina de trabalho vai voltar,(e em força)...mas olhem, enquanto não volta: Durmo até às horas que me apetece, nado na água da noite que o sol aqueceu durante o dia, vejo pessoas, como à hora que quero, vou a concertos e "troco o certo pelo incerto"...

E assim me vou deixando estar, por paisagens familiares e de (muito) calor, criando novas rotinas que em breve acabam, mas que adoro enquanto duram...

Aiii.....Já diz a minha avó: No Céu esteja quem inventou o descanso! :D





P.s.- Vou continuar por mais algum tempo nesta minha languice, por isso é natural que não dê noticias :)